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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Casas da Condeça Alva 1756 Portugal rua das Chagas até a travessa das Laranjeiras, D. Constança Luísa Monteiro Paim

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As Casas da Condessa de Alva, localizadas na zona histórica de Lisboa (freguesia da Misericórdia/antiga Encarnação), constituem um importante registo do património urbanístico e nobiliárquico português do século XVIII. 
A propriedade estendia-se originalmente ao longo da seguinte delimitação:
  • Extensão: Da antiga Rua das Chagas até à Travessa da Laranjeira (historicamente referida como Travessa das Laranjeiras).
  • Contexto Histórico (1756): O ano de 1756 é crucial para esta localização, pois situa-se imediatamente após o Grande Terramoto de Lisboa de 1755. Este período marca os processos de vistoria, realinhamento urbano e reconstrução pombalina, em que grandes palacetes e casas nobres (como as da Condessa de Alva) foram inventariados ou reconfigurados na encosta que liga o Largo do Calhariz à zona das Chagas. 

 

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https://bndigital.bnportugal.gov.pt/records?navigation=default&perpage=10&search=As+muralhas+da+Ribeira+de+Lisboa&fulltext=1&child=1&bookmarks=1&sort=_score&page=3#page

[Cadastro dos bairros de Lisboa] / [compil. por] José Valentim de Freitas. - 1764 Ago. 23

https://bndigital.bnportugal.gov.pt/records/item/35457-cadastro-dos-bairros-de-lisboa?offset=30

OS VOLUMES AQUI
bndigital.bnportugal.gov.pt/viewer/35457/?medianame=cod-881_0000_&o=volume#page=1&viewer=picture&o=volume&n=0&q=


[Cadastro dos bairros de Lisboa] / [compil. por] José Valentim de Freitas. - 1764 Ago. 23. - 7 vol. (1º, 35 f.; 2º, 21 f.; 3º, 29 f.; 4º, 41 f.; 5º, 7, 7 f.; 6º, 79 f.; 7º, 49 f.), enc.; 32x11 cm

Digitalizado a partir de: cod-875_7
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Freitas, José Valentim de
Edifícios, Dimensões, Ruas, Dimensões


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ID persistente do objecto digital
http://purl.pt/34071

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A genealogia e o inventário da Casa de Alva em 1756 estão diretamente vinculados à figura da 1.ª Condessa de Alva, D. Constança Luísa Monteiro Paim, e à transição do título após a trágica morte do seu marido e do seu sucessor na Índia.
A reconstrução histórica e genealógica da titular deste patrimônio revela os seguintes detalhes:
1. Genealogia e Titularidade em 1756
Em 1756, a detentora do patrimônio da Casa de Alva (e das referidas casas na freguesia da Encarnação/Chagas) era D. Constança Luísa Monteiro Paim. 
  • A Origem do Patrimônio: D. Constança era a 5.ª senhora do Morgado de Alva por direito próprio, sendo filha única e herdeira universal de Roque Monteiro Paim, o influente Secretário de Estado de D. Pedro II. O vasto patrimônio da família vinha desta linhagem e incluía terras, vínculos e propriedades urbanas em Lisboa. [
  • O Casamento e o Título: Casou-se em 1703 com D. João Diogo de Sousa e Ataíde (da Casa dos Condes de Atouguia). Em virtude da riqueza da esposa e dos serviços prestados, D. João V agraciou D. João Diogo com o título de 1.º Conde de Alva em 1729. 
  • A Sucessão Interrompida: O casal não deixou descendentes. O título passou para o sobrinho dele, D. Luís Mascarenhas (2.º Conde de Alva), que foi nomeado Vice-Rei da Índia. Contudo, D. Luís Mascarenhas morreu em combate na Índia em junho de 1756 (na Batalha de Mardangra). 
  • O Estado da Condessa em 1756: Em 1756, D. Constança Luísa Paim era viúva (o 1.º conde falecera em 1740) e encontrava-se recolhida no Porto (freguesia de Cedofeita), onde faleceu no ano seguinte, em 15 de julho de 1757.
2. O Inventário de Bens e o Vínculo das Casas
O inventário dos bens associados a D. Constança e às propriedades da Rua das Chagas e Travessa da Laranjeira insere-se no complexo contexto do Pós-Terramoto de 1755:
  • O Morgado de Alva: O inventário da Casa incluía o senhorio e rendas de vilas, propriedades rurais e o morgado instituído pela família Paim, que posteriormente (no final do século XVIII) seria herdado pelos seus sobrinhos-netos da linhagem dos Sousa Coutinho Monteiro Paim (Marqueses de Santa Iria). 
  • O Palácio/Casas de Lisboa: As "Casas da Condessa de Alva", descritas na demarcação urbana entre a Rua das Chagas e a Travessa da Laranjeira, faziam parte dos bens imóveis vinculados a este morgado. Com o terramoto de 1755, grande parte da encosta das Chagas sofreu derrocadas, e o ano de 1756 coincide com os manifestos de posse e vistorias da Casa do Risco para a reconstrução daquela zona nobre da cidade.
Como o título e os vínculos não tinham filhos diretos, os bens da Condessa foram inventariados e mapeados para a transição dos herdeiros colaterais (os Mascarenhas e, mais tarde, os Sousa Coutinho), garantindo que o palácio e o terreno nas Chagas continuassem atrelados à representação da Casa de Alva durante o período Pombalino. [


Adiando! ou odiando? sempre apaixonada pela Helena Petrovna Blavatsky. Obrigada por ver aquilo lá. Entendi sim porque fiquei só de fora espiando, rs!+

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