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sábado, 17 de janeiro de 2026

António José Patrício (Lisboa, 28 de Agosto de 1827 - 1858)

Em conferencia são muitos homonimos. Inclusive um padre de mesmo nome. Um tio? 

 

 Filho do Armador António José Patricio? 1789? Porto, Portugal , morreu em 19 de maio de 1857, Porto, Portugal. Fez a Coluna de Flores em Homenagem aos mártires de 1828. (não encontrei esta coluna não existe mais, mas uma foto, uma gravura?)

 

não sei se o Pintor é filho deste, só que o outro António Patrício Diplomata (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Patr%C3%ADcio)é referido filho de um armador o que não poderia pois  aqui a data de falecimento do primeiro António José Patrício ; 19 de maio de 1857, Porto, Portugal 

https://dn790007.ca.archive.org/0/items/praanova00pime/praanova00pime.pdf 

Portugal Antigo e Moderno (Completo)

https://archive.org/details/portugal_antigo_e_moderno_completo/page/643/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22

 https://archive.org/details/artes-e-letras-no-1-3a-serie-1874-1/page/n155/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22

https://archive.org/details/arteseletras187274ranguoft/page/142/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22 

 

 

 percebi obrigada.

 

https://archive.org/details/almanach-das-artes-eletras-a-3-1876/page/41/mode/1up

 

aqui toda a coleção

https://archive.org/details/arteseletras187274ranguoft/page/142/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22 

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Jos%C3%A9_Patr%C3%ADcio

https://archive.li/f0MFx 

António José Patrício
António José Patrício (Lisboa, 28 de Agosto de 1827 - 1858), foi um
pintor português da época romântica.
Algumas das suas obras fazem parte do acervo do Museu do Chiado.
A despedida (1855)
A avó (1856)
A tempestade (1858)
A arte em Portugal no século XIX - José Augusto França
Arte Portuguesa do Século XIX - (Instituto Português do Património Cultural - Palácio da
Ajuda (Antiga galeria de pintura do rei D. Luís) (1988 

 

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 https://archive.org/details/artes-e-letras-no-1-3a-serie-1874-1/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22

 Patricio tambem pintou os tectos das igrejas de S. Joào da Praga e das Merces, Lisboa

https://rgpsousa.blogspot.com/2014/11/igreja-de-sao-joao-da-praca-lisboa.html 

Antonio José: Patricio nasceu em Lisboa aos 28 de 'osto de 1827, sendo baptisado na freguezia de No Senhora do Soccorro. Era filho de pessoas modestas, mas

honradas. Seu pae

arte do pessoal operario empre-

gado n:

nà sua juventude, ganhou por algum tempo o sustento quotidiano, trabalhando na mesma fabrica. 

Quiz a provideneia, porém, que um homem singular pelos seus talentos e virtudes, descobrindo em Patricio voeacio para a arte do desenho, transformasse, pelos seus esforeos, o rude operario em laborioso artista.

Patricio empregava os poucos momentos que lhe sobravam do seu consecutivo trabalho na fabrica, em fazer recados ás freiras do convento do Salvador, e tinha por costume andar sempre munido de um lapis ou de um pedaco de carvio, para encher de bonecos as paredes caiadas da velha portaria do convento.

Ao capellio das freiras nào passaram despercebidos os contornos menos correctos, mas nio completamento informes, dos taes bonecos.

Era o eapellào frei José do Coracio de Jesus, presbytero egresso do extineto convento de Santo Antonio dos Capuchos, ancilo respeitavel, sympathico e de bondade inexcedivel. O venerando sacerdote habitava uma pequena casa ou hospicio, & entrada da portaria. Por uma vetusta janella rodeada de espessa folhagem, nio era raro vél-o a trabalhar, assentado a uma banea cheia do livros e de papeis espalhados eom a maior desordem. Era muito lido em classicos, de intelligeneia esclarecida e sobretudo

de fina. prespieacia para conhecer a indole e vocacáo das üs com quem tratava.

leparando, pois, com attencáo nas figuras que Patri cio tracava pelas paredes, indagou quem era o auctor d'ellas, e, travando conhecimento com o humilde rapaz, logo lhe descortinou intelligencia e habilidade. Data d'ahi à proteccào que sempre Ihe dispensou até Patricio sor homem, e homem prestadio.

'Tratou frei José de lhe ensinar instru unico preparatorio que ainda hoje se exige para a entrada na Academia de bellas artes. Em compens: prejuizos peeuniarios que Patricio soffria pelas horas que furtava aos trabalhos da fabrica, para as empregar nos do estudo, dava-Ihe o bom do pàdre algum dinheiro, com 0 qual o que mais tarde havia de ser habil pintor, se suppriu até estar habilitado para se matricular na Academia. Foi ainda o seu patrono quem se entendeu com o professor Joaquim Rafael para a sua admissio n'aquelle estabelecimento de educ ) artistiea, comecando Patricio de o frequentar no anno lectivo de 1844—1845 !.

Aproximadamente por este tempo era tambem frei José desvelado protector de Agostinho Ribeiro de Carva-

)e88

) primaria,

) dos

lho, irmào de José Rodrigues—o estimado pintor tio co- 

 

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_da_Pra%C3%A7a

https://archive.li/9DKIZ
A Igreja de São João da Praça situa-se na rua do mesmo
nome, na freguesia de Santa Maria Maior, anteriormente na
freguesia extinta de São João da Praça na Sé, em Lisboa.
Graças aos registos de propriedade anteriores ao Terramoto de
1755 sabemos que a Igreja possuía três passadiços que a
ligavam a três palácios em seu redor, permitindo que os
residentes se deslocassem à igreja sem haver necessidade de
sair à rua.[1]
Esta igreja foi reedificada em 1789 durante o reinado de D.
Maria I
 Antonio José Patricio
 
 
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 O
Largo da Porta do Olival é um local histórico na cidade do Porto, situado na zona da Cordoaria/Clérigos, próximo ao edifício da Reitoria da Universidade do Porto. 
Aqui estão os principais destaques históricos e turísticos:

    Porta Medieval: O nome deriva de uma das portas da Muralha Fernandina (construída no século XIV), que funcionava como uma das entradas da cidade e foi demolida em 1827.
    Chafariz da Porta do Olival: No largo, encontra-se esta fonte histórica do século XVIII, também conhecida como Fonte de Neptuno.
    Judiaria Nova: A área do Olival foi, por ordem de D. João I em 1386, um local de concentração da comunidade judaica, com uma nova judiaria que se estendia próximo à Porta do Olival e às escadas da Esnoga.
    Localização: Fica junto ao Largo Amor de Perdição (onde está a Cadeia da Relação) e nas proximidades da Torre dos Clérigos.
    Acessibilidade: É uma zona pedonal de fácil acesso na área central histórica, frequentemente visitada a caminho da Livraria Lello ou da Igreja do Carmo. 

Embora a porta física tenha sido demolida, o nome e a fonte persistem como um marco importante da história medieval e da judiaria do Porto. 



O
Campo da Cordoaria, hoje conhecido como Jardim da Cordoaria ou Jardim João Chagas, é um histórico jardim público no centro do Porto, Portugal, famoso pelo lago, plátanos centenários e estátuas, que surgiu onde existia a antiga Cordoaria Nova, local de fabricação de cordas, e é um marco paisagístico e cultural junto a edifícios importantes como o Hospital de Santo António e a Torre dos Clérigos. 
O que é:

    Jardim Público: Um espaço verde com desenho romântico e, após renovação, com um toque mais geométrico.
    Localização: Fica no Campo dos Mártires da Pátria, perto da Torre dos Clérigos e do Hospital de Santo António.
    Origem do Nome: Vem da "Cordoaria Nova", onde se faziam cordas a partir de 1661, e que ocupava o terreno do antigo Campo do Olival. 

Características e Atrações:

    Lago Central: Um lago rodeado por elementos que simulam uma gruta.
    Alamedas: Duas longas alamedas de plátanos centenários, árvores classificadas como de interesse público.
    Esculturas: Abriga obras como a escultura "Flora" de Teixeira Lopes e estátuas de Ramalho Ortigão e busto de António Nobre.
    Coreto: Um coreto de ferro fundido na alameda norte. 


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Campo da Cordoaria porto
Contexto Histórico:

    Existiu no local a Alameda do Olival (1611) e o Campo da Cordoaria (1789) para fabricar cordas.
    Havia uma lenda sobre a "Árvore da Forca", um ulmeiro associado a enforcamentos, embora os atos ocorressem em estruturas próprias na Cordoaria. 

É um dos pulmões verdes do Porto, combinando história, arte e natureza no coração da cidade.

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 largo uma grande coluna
a porta do Olival se fizeram em tempo umas solemnidades commemorando a execução dos decapitados em 1828. Erguia-se no meio do largo uma grande columna com tantas corôas quantos foram os martyres da liberdade.

Era obra do armador Antonio José Patricio armador 

https://archive.org/details/portugal_antigo_e_moderno_completo/page/643/mode/2up?q=%22Antonio+Jos%C3%A9+Patricio%22

 Na rua do Almada houve durante muitos annos vistosas illuminações ao S. João 2» que tambem foi por muitas vezes festejado na praça do Anjo, na rua da Assumpção € nos (aldeireiros.

A rua dos Clerigos tem feito vistosas illuminações por occasião das solemnidades nacionaes e entrada de pessoas reaes no Porto.

Tambem se conta que no largo da porta do Olival se fizeram em tempo umas solemnidades commemorando a execução dos decapitados em 1828. Erguia-se no meio do largo uma grande columna com tantas corôas quantos foram os martyres da liberdade.

Era obra do armador Antonio José Patricio

io, liberal muito enthusiasta, que já em 1820 ornára a propria habitação na rua de Traz guarnecendo as janellas com vistosailluminação e adornando o frontispicio do predio

VIC

com o n.º 429) — 4 na rua dos Caldeireiros, com O numero 225, — 2 na praça de Carlos Alberto (uma que foi dos viscondes de Balsemão e é hoje do conde da Trinda-

com um frontão encimado por uma aguia | de, — outra no angulo que olha para esta

que movia cadenciadamente as azas.

Esta e outras manifestações liberaes trouxeram-lhe a perseguição que o levou ao exílio; voltando depois à patria fez parte de varios batalhões, foi porta bandeira da Guarda Nacional e morreu em 19 de maio de 1857, sendo bibliothecario da Academia PoIytechnica. Deixou dois filhos que são: o bem conhecido orador sagrado Francisco José Patricio e Antonio José Patrício, que tem sido por vezes presidente da commissão do recenseamento e é actualmente juiz ordinario d'esta freguezia. 

https://ia601808.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/15/items/portugal_antigo_e_moderno_completo/Completo_jp2.tar&file=Completo_jp2/Completo_6023.jp2&id=portugal_antigo_e_moderno_completo&scale=8&rotate=0 

https://ia601808.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/15/items/portugal_antigo_e_moderno_completo/Completo_jp2.tar&file=Completo_jp2/Completo_6024.jp2&id=portugal_antigo_e_moderno_completo&scale=8&rotate=0


A frase citada descreve as comemorações das execuções ocorridas no Porto, Portugal, em 1828, conhecidas como as
"Mártires da Pátria" ou "Decepados da Porta do Olival". 

    Contexto Histórico: Em 1828, após o golpe de D. Miguel, liberais que se opuseram ao seu regime absolutista foram presos, julgados e executados no Porto. Muitos foram decapitados e os seus corpos ou cabeças ficaram expostos perto da Porta do Olival.
    As Solenidades: A coluna erguida no largo (atualmente Largo da Porta do Olival, perto da Torre dos Clérigos) foi um monumento comemorativo da coragem desses liberais e da brutalidade do regime miguelista.
    Significado: Esse evento é um marco na luta entre o absolutismo e o liberalismo em Portugal, que antecede a Guerra Civil Portuguesa (1832-1834) e a Revolução Liberal do Porto. 

A frase destaca o culto à memória desses liberais que se tornaram símbolos da resistência contra D. Miguel.

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O
Campo dos Mártires da Pátria, situado no Porto (frequentemente referido como Jardim da Cordoaria), é um local histórico marcado pela tragédia da luta liberal em Portugal. O nome oficial homenageia cidadãos que sacrificaram a vida em defesa do liberalismo, popularmente conhecidos por terem sofrido execuções brutais. 
Aqui estão os pontos principais sobre essa história:

    Quem foram: Os "Mártires da Pátria" foram doze liberais (incluindo figuras como João Henriques Ferreira Júnior e Clemente de Morais Sarmento) que se opuseram ao regime absolutista de D. Miguel.
    O Acontecimento: Após a tentativa de revolta liberal de 16 de maio de 1828, as tropas miguelistas retomaram o Porto e instituíram uma "alçada" (tribunal de exceção) para julgar os implicados. Os doze homens foram supliciados e enforcados na Praça Nova (atual Praça da Liberdade) entre maio e outubro de 1829.
    Decepados da Porta do Olival: O termo "decepados" ou a referência ao local (porta do Olival, atual Campo dos Mártires da Pátria/Cordoaria) advém do facto de, após o enforcamento, os corpos terem sido, em alguns casos, mutilados (decepados), sendo as cabeças e membros expostos como aviso aos oposicionistas.
    Toponímia: O antigo Campo do Olival, próximo à Porta do Olival, passou a chamar-se Campo dos Mártires da Pátria em honra a estes liberais.
    Monumento: À entrada do local, existiu um monumento (uma coluna com uma figura representando a cidade) financiado por populares para homenagear os mártires, representando o triunfo da virtude sobre a tirania. 

Hoje, o local é um jardim público, também conhecido como Jardim João Chagas, próximo à Reitoria da Universidade do Porto e à Igreja dos Clérigos. 

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sábado, 9 de agosto de 2025

Nicolau Tolentino de Almeida, (Lisboa, 10 de setembro de 1740 – Lisboa, Mercês, 23 de junho de 1811) foi um poeta satírico português.

 


  https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Tolentino_de_Almeida

 Nicolau Tolentino de Almeida (Lisboa, 10 de setembro de 1740 – Lisboa, Mercês, 23 de junho de 1811) foi um poeta satírico português. 
Era filho do Dr. José de Almeida Soares, Advogado da Casa da Suplicação de Lisboa, Familiar do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, e de sua mulher Ana Teresa Froes de Brito, nome da sua irmã, ambos naturais de Nossa Senhora da Piedade e / ou Nossa Senhora das Misericórdias, da vila de Ourém, neto materno de Lucas Gomes do Vale e de sua mulher Teresa Froes de Brito, filha de Manuel Barbosa Maciel e de sua mulher Mariana Froes de Brito e neta materna de João Froes de Brito e de sua mulher Maria Delgado, ele filho de Diogo Froes de Brito e de sua mulher Brites Sodré de Sampaio e neto paterno de Diogo Froes de Brito e de sua mulher Isabel Freire Carolas. 









A foto é somente ilustrativa, é sim o Palácio do Srs. Duques de Palmela, em Cascaes, só que não tem relação com Sr. Nicolau Tolentino de Almeida, ou D'Almeida.

 

Transcrição:

Nicolau Tolentino em presença de novos documentos

v

Vamos agora ver como o dinheiro principiou a correr a jorros em casa de Nicolau Tolentino sempre famelico, sempre pedinchão, sempre com os bolsos atulhados de memoriaes, e com a penna prompta para os requerimentos, requerimentos e memoriaes em prosa é verso.

A 40 de setembro de 4790 obtinha Nicolau Tolentino o fóro de cavalleiro fidalgo. Não era isso como heje pura mercê honorifica, antes causa de despeza do que origem de receita. Um cavaleiro fidalgo recebia 750 réis por mez, e um alqueire de cevada por dia, pago a dinheiro. Segundo os calculos do sr. visconde de Sanches de Baena os alqueires de cevada valiam pouco mais ou menos 445000 réis, o que, junto com os 95000 réis da moradia davam ao nosso poeta uma receita de 305000 por anno, que lhe chegariam com toda a certeza para a renda da casa, se seresignasse a morar n'uma casa que não fosse de grande espavento.

A JL de agosto de 1793 era feito cavalleiro de Christo. Nenhuma importancia isso tinha como receita. Nicolau Tolenuno transitava simplesmente da ordem de S. Thiago para a de Christo, porque esta ultima, segundo parece, era mais conceituada n'esse tempo.

Prova isto apenas que Nicolau Tolentino tinha a requerimento-mania, Quando não pedia dinheiro, pedia mercés honorificas, e em não pedindo nem uma, nem outra coisa, pedia a transferencia da ordem de S. Thiago para a ordem de Christo.

Em 1801 obteve Nicolau Tolentino uma importante mercê, que foi a de poder imprimir gratuitamente as suas obras na Impressão Regia. Por esse mesmo tempo vendia Bocage quasi ao desbarato os seus admiraveis versos.

Esta mercê, no dizer do sr. visconde de Sanches de Baena, não rendeu ao poeta menos de doze mil cruzados. Parece que à informação foi colhida nas taes memorias manuscriptas da irmã de Tolentino.

Em 4803, jubilava-se como professor regio, logar em que provavelmente já estaria substituido por algum serventuario, e ficava vencendo annualmente a pensão de 2255000 réis.

Pois em 1804 fazia elle o seguinte requerimento, que vamos transcrever na integra, porque é na realidade um curiosissimo documento:

«Diz Nicolau Toleutino de Almeida que elle bm recorda a Vossa Alteza Real 16 annos de professor regio de rbetori. poetica, e vinte e tres em uflicial da secretaria dos negocies do reino, que, tendo-lhe ficado por falecimento de seu pae muitas irmãs e sobrinhas, sem terem absolutamente meios alguns de subsistencia, divide entre ellas o seu ordenado, é lhes procurou soccorros, entre os quaes foi o requerer a seu favor remuneração dos seus proprios serviços, que obtivera tenças, mercé que a calamidade dos tempos lhe tem feito pouco util, que, achando-se em idade avançada, 6 entrevendo e indigencia em que ficarão, principalmente suas duas irmãs, viuvas e uma donzella, com poucos meios de subsistirem a esses muito falliveis, recorra à paternal piedade de Vossa Alteza Real, apresentando Os seus seguodos serviços, tiscalisados e decretados na forma do regimento e pedindo humildemente que se digne remuneral-os com a mercé effectiva que fôr do seu real agrado, e sobrevivencia repartidaménto entre as suas tres irmãs, D Anna Thereza, D. Joaquina Thereza 6 D. Jeronyma Maxima, mercê que pouco aggravaria a real fazenda, porque duas ainda são de idade mais avançada do que o supplicante.

Portanto pede a Vossa Alteza Keal que, em remuneração dos ditos serviços, e muito principalmente por sua real Denaliocácia e seja servido concedel-o assim E. R. M.

Em presença d'esta choradeira, concedeu-lhe o principe regente cumpre por empenho do visconde dê Villa Nova da CerValias uma pensão de 2005000 réis com a sobrevivencia reclamada,

Sete annos depois morria Nicolau Tolentino, e deixava tostamento, que resava assim:

«O meu enterro sera feito ao arbitrio da minha testamenteia ou testamenteiros abaixo nomeados pela ordêm com que o são,

Mando que se digam 450 missas pela minha alma, de esmolas de 460 réis cada uma, a saber: 430 nas igrejas dos padres barbadinhos de Santa Apolonia e da Esperanca, e 20 aos do Hospicio dos padres de Jesus Nazareno da Penitencia na travessa

los Ladrões. Ê

Tostitao por minhas herdeiras a minha irmã D. Anna Thereza Froes de Brito e D. Joaquina Thereza Froes de Brito, estas nas duas partes de minha irmã, e aquelle na ontra terça parto

delle, e cuja herança se verificará depois de vagos os e mais spostõos mona determinei.

E, quando ao tempo da minha morte não sejam vivas as ditas minhas irmãs e herdeiras, ou alguma d'ellas, institão por meus berdeiros nas ditas duas partes a meus sobrinhos Luiz da Silva Coimbra, D. Maria do Carmo de Baena Coimbra, D. Maria Isabel de Baena Coimbra, todos filhos de meu sobrinho Francisco da Silva Coimbra, e esto da dita minha irmã, D. Joaquina Thereza Fróes de Brito, e a dita terça parte da mesma herança, e remanescente d'ella a meu sobrinho Gonçalo Jusé Maria, filho de outra minha irmã, D. Anna Thereza Fróes de Brito.

Nomeio por minha testamenteira em primeiro logar a dita minha irmã e herdeira D. Joaquina Thereza Fróes de Brito, e em segundo ao dito meu sobrinho, beneficiado Gonçalo José Maria

Deixo aos ditos meus segundos sobrinhos, filhos do dito meu sobrinho Francisco da Silva Coimbra, a saber-

A Luiz da Silva Coimbra sessenta mil a D. Maria do Carmo de Baena Coimbra cento e vinte mi a D, Maria Isabel de Baena Coimbra outros cento e vinte mil réis, e todos estes legados por uma só vez.

Deixo à minha creada Maria da Piedade cincoenta mil réis por uma só vez,

E d'este modo hei por findo e acabado este meu testamento, lero que valha como tal etc.»que o é de certo este testamento de um homem rico, mas tambem não é de um pobre. Distribúe em legados 3505000 réis, deixa para missas 245000, e de certo não fazia isto, ello que tanto se preoccupava com o futuro de suas irmãs, se lhes não podesse legar a ellas alguns contos de réis, ainda que fossem poucos.

Antes de proa goirimos diremos tambem que o requerimento feito por elle para obter uma pensão para suas irmãs prova que deixou de exercer o logar de professor regio logo que entrou na secretaria de Estado porque declara que servio 16 annos como professor de rhetorica, e vinte e tres como oficial de secretaria.

Como porem, se jubilou ao completar parece-nos que trinta e cinco danos de propriedade da cadeira, não diremos de serviço, mostra isto que teve de certo lá algum serventuario.

O testamento de Nicolau Tolentino é datado de 1808, Foi o tempo em que entraram com elle idéas sombrias, e em que o pensamento da morte naturalmente 0 assaltou.

Conta-nos efectivamente o sr. visconde de Sanches de Baena que a entrado dos francezes em Portugol o entristeceu profandamente.

E" honroso para elle este sentimento, e prova que no peito a'esse motejador pulsava no fim de tudo um eoração portuguez.

Tambem começava a fazer-se emtorno d'eile um certo vacuo. Sua irmã D. Rita morrera em vida de seu pae, mas das suas tres irmãs que mais o tinham acompanhado, Jeronyma morrera no recolhimento de Lazaro Leitão em 4807. Alem da parte na pensão que Nicolau Tolentino obtivera para suas irmãs em 1804, desfructava um rendimento de 305000 róis annuaes, resultado de uma tença que comprára em 4792.

Seu irmão Francisco de Paula morrera em 4799, sem deixar suecessão.

Finalmente a 4 de março de 1814 morreu sua irmã Anna, morte que mais ainda assombrou a sua existencia, e lhe carregou a melancholia.

Sobreviveu-lhe apenas sua irmã D. Joaquina, é foi esta juntamente com seu sobrinho Gonçalo Maria quem herdou os bens de Nicolau Tolentino. Dissemos atraz que não era natural que Nicolau Tolentino deixasse perto de quatrocentos mil réis de encargos sem ao mesmo tempo legar aos seus quantia que fosse superior a alguns contos de réis, e assim foi efectivamente. Sabemos, ainda pela memoria de sua irmã Joaquina, que esta recebeu à sua parte doze mi! cruzados. Ora como D. Joaquina herdava as duas terças partes dos haveres de seu irmão, segue-se que este reuuira à bonita somma de dezoito mil cruzados!

E um homem, que legava dezoito mil cruzados a pessoas que já tinham rendimentos proprios, ainda que não fossem muito avultados, tinha direito realmente para fazer aquelle estranho requerimento que transcrevemos, e para roubar perfeitamente a algum desgraçado servidor da patria, cuja familia houvesse ficado a morrer de fome, o pão que oblivera para a meza farta é luxuosa de suas irmãs?

E' revoltante; nada ha que desculpe a soffrega cubiça de Nicolau Tolentino, e é necessario que seja, como realmente é, enormissimo o talento do poeta, para que possâmos ler com gosto requerimentos e memoriaes, tão pouco dignos é tão faltos de razão.

D. Joaquim não morava com seu irmão. Este habitou com sua irmã D. Anna, nos ultimos tres annos da sua vida, n'uma casa da rua dos Cardaes de Jesus, que tinha ultimamente o n.º 25, e que pertence ao predio em que hoje habita o sr. Eduardo Coelho. A casa pertencia a um amigo do poeta, Fortunato da Silva, que morava no pavimento rente do chão. Alli falleceu o senhorio, antes do poeta morrer, mas a viuva D. Bri gida não se mudou, como se não mudou tambem o poeta depois da morte de sua irmã D.

a.

Atacado no dia 22 de junho de 1814 parece que por um volvo, é sentindo-se afflictissimo, correu a casa de D. Brigida, e alli expirou.

E Da casa em que morou e morreu com 74 annos Nicolau Tolentino restam ainda hoje dois arcos doricos piedosamente conservados pelo nosso ilustre collega o sr. Eduardo Coalho. 

Fonte: in /em 

A Illustração Portuguesa 07 de Fevereiro  de 1887 

 https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AIlustracaoPortuguesa_Semanario_1884_1890/1887/Fevereiro/N30/N30_master/AIlustPort1887FevN30.pdf

Ilustração Portuguesa [1903-1993] - Hemeroteca Digital de ...
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt › IlustracaoPort https://archive.org/details/ailust-port-1886-set-n-11/AIlustPort1887FevN30/mode/1up?q=Francisco+Maria+Bordalo
lllustração portugueza. Chaves, José Joubert, ed. lit. Existências: A. 1, n.º 1 (9 Nov. 1903)-a. 3, n.º 119 (12 Fev. 1906) S. 2, [n.º 1 (1906)]-s. 2, n.

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/IlustracaoPortuguesa.htm

Ilustração Portuguesa [1906 | N.º 1 ao n.º 45] - Hemeroteca ...
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt › IlustracaoPort
lllustração portugueza. Chaves, José Joubert, ed. lit. Existências: A. 1, n.º 1 (9 Nov. 1903)-a. 3, n.º 119 (12 Fev. 1906) S. 2, [n.º 1 (1906)]-s. 2, n.

 

A ilustracao portuguesa [1884-1890]
Hemeroteca Digital de Lisboa
https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt › 4_Ano
A illustração portugueza : semanario : revista litteraria e artistica. Existências: N.º prospecto (Jun. 1884)-a. 5, n.º 52 (Out. 1890)
 

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/IP4.htm

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AIlustracaoPortuguesa_Semanario_1884_1890/Web_AIlustPort_1884_1890/3_Ano.htm 

 https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AIlustracaoPortuguesa_Semanario_1884_1890/Web_AIlustPort_1884_1890/4_Ano.htm

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AIlustracaoPortuguesa_Semanario_1884_1890/Web_AIlustPort_1884_1890/1_Ano.htm 

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Arvore Genealógica de Nicolau Tolentino de Almeida

 https://openlibrary.org/books/OL24346345M/Memorias_de_Tolentino_pelo_visconde_de_Sanches_de_Ba%C3%AAna

https://www.geni.com/people/Nicolau-Tolentino-de-Almeida/6000000220558300822https://archive.org/details/memoriasdetolent00sanc/page/n46/mode/1up?ref=ol 

 

Nicolau Tolentino de Almeida, cavalleiro fidalgo da Casa Real, cavalleiro professo das Ordens de Christo, e Sant'Iago, Sócio supranumerário / da Academia Real das Sciencias de Lisboa, " Official ordinário da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, Professor aposentado de Rhetorica e poética; nasceu a lo de setembro de 1740 e morreu (solteiro) a 22 de junho de 181 1. Vid. pag. 28 e seguintes


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1847 — Lisboa, 24 de Março de 1921)

 

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/1938/N305/N305_master/N305.pdf

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Am%C3%A1lia_Vaz_de_Carvalho  com copia https://archive.li/wip/KKBoR

Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1847 — Lisboa, 24 de Março de 1921) 
https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/1938/N305/N305_master/N305.pdf

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/1938/N306/N306_master/N306.pdf

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/Ilustracao1939.htm

Ilustração [1939 | N.º 313 ao n.º 336]



 imagem encontrada aqui:

Fontes: 

 https://digital.bbm.usp.br/view/?45000011754&bbm/1624#page/49/mode/thumb

https://archive.org/details/45000011754-output.o/page/392/mode/2up

Almanaque Bertrand, 1951

J O S É J Ú L I O DA F O N S E C A

 

Faleceu a 17 de Janeiro do ano corrente de 1950, o sr. José Júlio da
Fonseca que, durante mais de cinqüenta anos, f o i prestimoso e dedicadíssimo cooperador da Livraria
B e r t r a n d , tendo sido esta objecto dos seus melhores esforços e constantes cuidados até aos seus últimos momentos de vida. O Almanaque Bertrand, que t a n t o lhe ficou devendo, não podia d e i x a r de prestar nas suas páginas, saudosae grata
h o m e n a g e m à sua memória.

 Fontes:

https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/1624 

 

Livraria Bertrand - Director Arthur Brandão e Editor José Júlio da Fonseca 

01  de dezembro de 1938

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/1938/N311/N311_master/N311.pdf 

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Indice/IndiceI.htm

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/ 

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Indice/IndiceA.htm 

 aqui deve ser um Homonimo:

https://arquimedes.stm.jus.br/index.php/luiz-amancio-da-fonseca

 

LopéVazde Sampayo, filho de Ruy Lopez de Sampayo

   https://archive.org/details/res-752-a_0000_capa-capa_t24-C-R0150/page/232/mode/1up?q=%22Jo%C3%A3o+de+Castro%22  Lopé Vaz de Sampayo en qu...