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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Agostinho Alves Ramos, Em 14 de outubro de 1813 - 16 de junho de 1853 ,

 


Agostinho Alves Ramos

Em 14 de outubro de 1813, no Rio Grande do Sul/RS, Freguesia de São Pedro do Rio Grande, Agostinho casou com Anna Maria Rita, natural de Peniche, Portugal. De ambos não constava a filiação em documento da paróquia. Não tiveram filhos.

Em fins de 1823, fixou-se na Colônia de Itajaí. Considerado um dos fundadores do município de Itajaí porque ajudou na construção: da primeira capela (erguida por um escravo seu), dedicada ao Santíssimo Sacramento e tendo como co-padroeira Nossa Senhora da Conceição, por sugestão de Agostinho; do cemitério; da primeira escola pública e do primeiro distrito policial.

Por iniciativa de Agostinho, em 15 de abril de 1835, foi aprovada a Lei No 9, posteriormente sancionada pelo Presidente da Província, Feliciano Nunes Pires, e criada a primeira escola pública de Itajaí. A lei determinava que o professor teria o ordenado anual de cento e oitenta mil réis e, segundo método individual, ensinaria os estudantes a ler, escrever, fazer as quatro operações de aritmética, gramática portuguesa e ortografia, e a doutrina cristã.

Agostinho, um próspero comerciante (possuía armazém e depósito, “secos e molhados”, na barra do Itajaí-Mirim) e sócio de Anacleto José da Silva, também Deputado Provincial catarinense em vários mandatos, integrou a antiga Guarda Nacional, foi Tenente-Coronel e Coronel Comandante do 7° Batalhão dessa Guarda.

Era um homem de vasta cultura: “mestre em riscar plantas de navios e que vários dos grandes barcos construídos no Itajaí obedeceram aos planos por ele elaborados”; deixou sua marca ainda na cultura e na arte, sendo conhecido por suas poesias satíricas, que são inclusive, uma das primeiras manifestações artísticas das quais se tem registro na cidade. Entretanto, a sátira não foi seu único gênero poético, mas apenas delas se tem material conservado, ainda que pouco. (FLORIANO, 2013, p. 95).

Liderou a luta pela emancipação de Itajaí que se concretizou 30 anos mais tarde.

Quando foram convocadas as primeiras eleições para a Assembleia Provincial em 1835, Agostinho foi escolhido para ocupar uma das cadeiras. Sendo o representante da região no Parlamento, teve maior possibilidade de lutar pelos interesses do povoado em ascensão. Na 1ª Legislatura (1835-1837), licenciou-se em 30 de março de 1835.  Antes, redigiu e apresentou um projeto de colonização, mais tarde aprovado e transformado na Lei N° 11, sancionada pelo Presidente da Província, em 5 de maio de 1835.

Na 2ª Legislatura (1838-1839), ficou na suplência de Deputado Provincial, foi convocado, mas não tomou posse.

Candidatou-se e, mais duas vezes, foi Deputado na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina: na 3ª Legislatura (1840-1841) e na 8ª Legislatura (1850-1851).

Em 26 de janeiro de 1850 sua esposa morreu, ano que a saúde de Agostinho começou a se debilitar.

Faleceu em 16 de junho de 1853, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/29-Agostinho_Alves_Ramos 

José Ferreira Pinto Basto ,Porto, 16 de setembro de 1774, Lisboa, 23 de setembro de 1839,

 José Ferreira Pinto Basto ,Porto, 16 de setembro de 1774, Lisboa, 23 de setembro de 1839,