As divergencias. Nada sou eu que escrevo. Eu pego tudo nos textos.
Então, invento nada, somente copio e colo. De um livro para cá.
Os livros que estou fazendo levantamento.
Sem mérito ou não de quem passou errado a data. Nem olhei.
Tudo que repassei é copia e cola exceção quando escrevo sou eu "esqrevendo", rs! isso aí.
Esse é meu conseguiram deixar meia dúzia de linhas a história, que tirando também o mérito ou demérito da pessoa. Ora vejam só. GEnte é somente levantamento de dados. Ponham a informação que é e ponto.
E quantas pessoas lendo uma tese de doutorado, huahuahua, rs! tá certo.
Ao primo que tirou Doutorado em História. Só lamento, rs!
António de Menezes Santana e Vasconcelos de Drummond.[1] Foi um número quatro envolvido na Independência do Brasil, em conjunto com D. Pedro I do Brasil, a Imperatriz Dona Leopoldina e José Bonifácio de Andrade e Silva.
Conselheiro e ministro plenipotenciário do Brasil na Europa, após a sua independência, coube-lhe o papel de inaugurar as várias embaixadas do Brasil na Europa. Foi também um dos fundadores de Itajaí.[2] Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de maio de 1794 e faleceu em Paris a 15 de Janeiro de 1865. Era filho legítimo do Tenente Coronel António Luiz Ferreira de Menezes e Vasconcellos de Drummond, Vereador do Senado da Câmara, Escrivão da Mesa Grande da Alfandega do Rio de Janeiro, Cavaleiro da Ordem de Cristo e de sua mulher D. Josepha Januária de Sá e Almeida. 12º neto de João Escócio (John Drummond), escocês que se fixou na Ilha da Madeira por volta de 1420, descendente pela linha Drummond de Maurício Drummond, neto do Rei André I da Hungria. Por sua vez, João Escócio (John Drummond), era sobrinho da Rainha Anabela da Escócia, neto do Henry Sinclair, 1º conde de Orkney, 9º barão de Rosslyn, Duque de Oldenburg, *1345 +1400 e de sua mulher Jean Halyburton, sendo esta descendente dos reis da Escócia, neta de Robert Stewart, duque de Albany, Conde de Fife, c. 1340 – 3.9.1420, Regente do Reino, ( 1401 - 1420). Responsável pela construção do Castelo Doune e de sua mulher Margaret Graham, condessa de Menteith, c. 1334 - c. 1380.
Família:
De Dona Luísa Joaquina de Morais teve:
- D. Narcisa de Menezes e Vasconcelos de Drummond *15.5.1831
De N.
- Luís Teles de Drummond, *10.7.1843.
De Dona Maria da Assunção Ribeiro Monteiro teve:
- D. Luiza Augusta Ribeiro Monteiro Drummond *4.12.1843, com descendência na família Drummond Ludovice.
De Dona Maria José Gondim teve:
- D. Amélia Eugénia Vasconcelos Drummond *16.11.1852 Lisboa, Baronesa de Inohan.
- D. Teresa Cristina Vasconcelos Drummond *1856, Baronesa da Estrela.
(Antônio de Menezes Vasconcelos de) nasceu no Rio de Janeiro, a 21 de maio de '1794,
A parte que nos interessa, entretanto , que interessa à história de Itajaí é a que acima se transcreveu, traduzida, quase que literalmente, da publicação feita pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro ("Anais", volume XIII (1855/ 1886), páginas 3 a 5)
Anotacáo 7): *Há aqui muita exageracáào. Alguns trabalhos se fizeram no
Rio Itajai; mas nem houve tempo nem meios para os levar a cabo. Todavia ali
se construiu uma sumaca denominada *S. Domingos Lourenco", que foi a primei-
ra embarcacáo daquele lote que passou a barra do Rio Itajai, carregada de fei-
jao, milho e taboado, para o Rio de Janeiro. Do Itajai mandei a madeira para a
obra do museu do Campo de Sant'Ana,
e mandei de presente, porque era cortada
e serrada à minha custa. Soube denois que uma parte da madeira que mandei
para as obras do Museu fóra distraida por Tomás António Pereira de Castro Viana,
que servia de tesoureiro do mesmo museu, para as obras que monsenhor Miranda
fazia em 'uma chácara sua. Todos sabem que o museu do Campo de S. Ana prin-
cipiou em uma casa que o govérno comprou, sendo ministro Tomás António, a
Joào Rodrigues Pereira de Almeida, no Campo de S.Ana, canto da
rua dos Ciganos,a qual nào sendo bastante,
o ministro mandou fazer novas construcóes pelo
lado do campo de S. Ana em terrenos que para ésse fim comprou, o que tudo jun-
to forma hoje o museu nacional. Durante a minha estada na provincia de Santa
Catarina percorri o rio de Sao Francisco do Sul, e no museu nacional devem exis-
tir algumas pérolas que eu mandei, pescadas naquele rio. Eram pequenas, mas
de boa qualidade. A provincia de Santa Catarina pela sua posicáo geográfica, pe-
los seus portos, rios, lagos e matas e pela fertilidade do seu terreno, deve mere-
cer amplos cuidados do govérno. A enseada das Garoupas é um dos melhores por-
tos do mundo. A Caixa d'Aco pode conter inümeros navios abrigados de todos
os ventos. Os catarinetas amam a vida do mar e sào bons marinheiros. Deve-se
criar ali e fazer prosperar uma boa povoacáo maritima. Para isso é necessário
proteger a pesca em grande. A pesca é o viveiro de marinheiros e produz muito
alimento barato. O ministro Tomás António tinha em vista fazer de Santa Cata-
rina um grande arsenal maritimo. Tinha em vista elevar aquela provincia a um
grau de grande prosperidade. Santa Catarina é o pósto avancado do Rio de Ja-
neiro no Rio da Prata.
Anotacáo 8): *Foi um aviso do almirante Quintela, ministro do reino da re-
volucáo de 26 de fevereiro de 1821, pelo qual me participava que "tendo a tropa
reunida pelo siléncio da noite, na praca do Rocio, proclamado a constituicáo que
se fizesse em Portugal, S.M. havia anuido e nomeado a ele, almirante seu minis-
tro do reino; que, sendo necessário nas atuais circunstáncias proceder com a mais
A antiga Igreja de Sant'Ana no Rio de Janeiro foi demolida em 1857 para a construção da Estação Central do Brasil. A igreja, que ficava no antigo Campo de Santana (hoje Praça da República), era um local de grande importância religiosa e histórica para a cidade. Detalhes da Demolição e Reconstrução:
Demolição: A igreja foi demolida em 1857 para dar lugar à construção da Estação Central da estrada de ferro.
Reconstrução: Após a demolição, a igreja foi reconstruída em um local próximo, na rua das Flores, que posteriormente passou a ser denominada Santana. Local Atual: A Igreja de Sant'Ana que se vê atualmente é um edifício distinto do antigo, com um novo projeto de 1939, de Ângelo Alberto Murgel. Significado: O local onde a igreja original existia, o Campo de Santana, é um espaço histórico importante, lembrando a devoção à Santa e o papel da igreja na vida da cidade.
A Igreja de Sant'Ana é um exemplo de como a história da cidade do Rio de Janeiro se manifesta em seus espaços, com a presença de um local sagrado, que foi palco de diversas transformações e que continua a ser um ponto de referência. esqueci de anotar a fonte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monsenhor_Miranda
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Conselho Supremo Militar e de Justiça (1822-1889)
Campo
de Santana, em aquarela de Ender, onde se localizava o quartel-general
que abrigou a primeira sede do Conselho Supremo Militar e de Justiça,
séc. XIXFonte indicada não encontrada:Akademie der Bildenden Künste Wien https://www.akbild.ac.at/de/search?collectionfilter=1&SearchableText=%22Thomas%20Ender%20%22&fc3dbb11463149f1aadf1f9dd39ca127-b_start:int=0
Criado pelo alvará de 1º de abril de 1808, por ocasião da
transferência da corte portuguesa para o Brasil, o Conselho Supremo
Militar e de Justiça respondia pelos assuntos que em Lisboa se expediam
pelos conselhos de Guerra (1640), do Almirantado (1795) e do Ultramar
(1642). O órgão tinha por atribuição julgar em última instância os
processos criminais dos réus sujeitos ao foro militar, provenientes dos
conselhos de guerra existentes nos corpos militares, que funcionavam
como tribunais de primeira instância. O conselho exercia ainda funções
administrativas como a expedição de cartas-patentes, promoções, soldos,
reformas, nomeações, lavratura de patentes e uso de insígnias (CABRAL,
2011).
O tribunal era composto por dois conselhos relativamente
independentes: o Conselho Supremo Militar, que tratava dos assuntos
administrativos, e o Conselho de Justiça, responsável pelo julgamento
dos processos criminais militares. Regulados por legislação e sessões
distintas, esses conselhos despachavam em conjunto apenas
extraordinariamente, quando requerido. Ao longo do período joanino, o
Conselho Supremo Militar e de Justiça não sofreu alterações
significativas, sendo mantido no mesmo formato institucional da justiça
militar em Portugal.
Com a Independência (1822) foi necessária a adequação do aparato
administrativo e do ordenamento jurídico, processo que integrou a
construção do Estado brasileiro, que procurou harmonizar os princípios
definidos pelo constitucionalismo e a divisão de poderes do Estado. O
contorno político-jurídico do Estado foi estabelecido pela Constituição de 1824,
que legislou sobre o que constituía matéria constitucional, como os
poderes do Estado, direitos e garantias individuais. Ao tratar do Poder
Judiciário e seu funcionamento, a Constituição previu a criação de
tribunais nas províncias e a instalação, no Rio de Janeiro, do Supremo
Tribunal de Justiça.
No entanto, o Conselho Supremo Militar e de Justiça não foi
mencionado na Carta Constitucional, nem prevista sua inclusão na
estrutura do Poder Judiciário, mantendo as funções e estrutura que então
vigoravam. É importante observar que o Conselho Supremo Militar e de
Justiça e a justiça militar estiveram no centro do debate parlamentar em
diferentes momentos, que os identificavam com o legado do Antigo Regime
e da administração lusitana no Brasil. A proposta de reforma da justiça
militar foi encampada por setores liberais, que advogaram pela extinção
do Conselho Supremo Militar, cujas funções passariam a ser
desempenhadas pelas juntas de justiça militar, existentes no Pará e no
Maranhão, mas que seriam expandidas às outras províncias do Império
(BARRETO, 2012, p. 65). Em 1831 foi apresentado um projeto de extinção
do tribunal, logo após a abdicação de d. Pedro I, mas o avanço
conservador acabou por sepultar essa proposta. Ainda assim, de 1839 a
1889 foram criadas pelo menos quatro comissões parlamentares com o
objetivo de elaborar um Código Penal Militar e um Código de Processo
Militar, que jamais foram aprovados (SOUZA, 2012; 2014, p. 318-319).
Em termos de organização, o órgão se manteve durante o Império
composto por uma secretaria, responsável por todo seu expediente e os
conselhos Militar e de Justiça. O Conselho Supremo Militar se constituía
por oficiais-generais do Exército e Armada que já fossem conselheiros
de Guerra e do Almirantado e outros oficiais de uma ou de outra arma,
que seriam vogais do conselho. O Conselho de Justiça era integrado por
conselheiros de Guerra e do Almirantado, vogais e três ministros
togados, dos quais um deveria ser o relator e os outros dois adjuntos.
Representante dos grandes tribunais do Antigo Regime, o Conselho
Supremo Militar e de Justiça manteve sua singularidade de acumular
funções judiciais e administrativas, bem como permanecer integrado à
estrutura do Poder Executivo. A aprovação do Código Penal e do Código de
Processo Militar somente foi alcançada após a Proclamação da República.
A Constituição de 1891 previu oSupremo Tribunal Militar como foro especial para julgamento dos delitos militares, com sede no Rio de Janeiro, composto por membros vitalícios.
Dilma Cabral
Fontes e bibliografia
BRASIL. Decreto de 22 de janeiro de 1820. Cria no Conselho Supremo
Militar uma Comissão de Inspeção das Praças e Fortalezas de Guerra. Coleção das leis do Brasil, Rio de Janeiro, p. 15-17, 1889.
BRASIL. Decreto de 5 de junho de 1821. Suspende o exercício da Comissão da Inspeção das Praças e Fortalezas de Guerra. Coleção das leis do Brasil, Rio de Janeiro, parte 2, p. 94, 1889.
LEMOS, Renato Luís do Couto Neto e. A Justiça Militar e a implantação da ordem republicana no Brasil. Topoi, v. 13, n. 24, jan.-jun. 2012, p. 60-72. Disponível em: <https://goo.gl/UxGhNU>. Acesso em: 21 maio 2018.
SOUZA, Adriana Barreto de. Conselho Supremo Militar e de Justiça e a
interiorização de uma cultura jurídica de Antigo Regime no Rio de
Janeiro (1808-1831). Antíteses, v. 7, n. 14, p. 301-323, jul.-dez. 2014.
___. Um edifício gótico entre instituições modernas: o debate
parlamentar sobre o Conselho Supremo Militar e de Justiça (1822-1860). ACERVO, RIO DE JANEIRO, v. 25, n. 2, p. 59-77, jul./dez. 2012.
SOUZA, Adriana Barreto; SILVA, Angela Moreira Domingues da. A organização da justiça militar no Brasil: Império e República. Estud. hist. (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 29, n. 58, p. 361-380, ago. 2016. Disponível em: < https://goo.gl/HWxp6K>. Acesso em: 18 abr. 2018.
Documentos sobre o órgão podem ser encontrados nos seguintes fundos do Arquivo Nacional
BR RJANRIO 1X Conselho Supremo Militar e de Justiça
BR RJANRIO 22 Decretos do Executivo - Período Imperial
BR RJANRIO 23 Decretos do Executivo - Período Republicano
BR RJANRIO OI Diversos GIFI - Caixas e Códices:
BR RJANRIO 53 Ministério do Império
BR RJANRIO R0 Salgado Filho
BR RJANRIO DA Série Guerra - Gabinete do Ministro (IG1)
BR RJANRIO AG Série Justiça - Chancelaria, Comutação de Penas e Graças (IJ3)
BR RJANRIO AV Série Marinha - Contadoria (IM)
BR RJANRIO B2 Série Marinha - Ministro - Secretaria de Estado (X M)
BR RJANRIO BW Supremo Tribunal Militar
Referência da imagem Júlio Bandeira; Robert Wagner. Viagem ao Brasil nas aquarelas de Thomas Ender: 1817-1818. Petrópolis: Kappa Editorial. ACG01828
O Conselheiro Drummond Antônio de Menezes Vasconcelos de Drummond nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1794.269 Estudou humanidades, e destinava-se à marinha, segundo conta, quando a trasladação da Corte de D. João VI ao Brasil alterou seus planos. Seu pai (o capitão Antonio Luiz Ferreira de Menezes Vasconcellos de Drummond) era amigo íntimo de Thomaz Antônio de Vila-Nova Portugal, chanceler-mór de D. João VI, e Drummond passou a trabalhar na chancelaria, onde se destacou (em 1810 recebeu mercê do hábito da ordem de Cristo, com 12 mil-réis de Tença). Sua carreira sofreu 267 Crônica Geral (1879), op. cit., p. 95. 268 Sobre o Arquivo Público do Rio de Janeiro há a tese de doutorado de COSTA, Célia. Memória e administração: o Arquivo Público do Império e a consolidação do Estado brasileiro, IFCS/UFRJ, 1997. 269 Para a vida de Drummond, nos baseamos nas anotações feitas pelo próprio a uma biografia sua publicada na França, anotações que Drummond enviava de Paris para Melo Morais, e que foram posteriormente publicadas, junto com a biografia francesa, nos Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, vol. XIII, 1885-1886; além das biografias de Drummond em GUIMARÃES, Argeu. Dicionário bio-bibliografico brasileiro: de diplomacia, política externa e direito internacional. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 1938, verbete 529, e BLAKE, Augusto Vitorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1883, 1o vol., p. 265-267.
percalço em 1817, quando foi implicado na Revolução deflagrada em Pernambuco, acusado de ser maçom, e pertencer a sociedade secreta que apoiava a rebelião. Drummond negou pertencer à maçonaria, e recusou a oferta de Vila-Nova Portugal de ir-se para a Inglaterra, trabalhar no corpo diplomático, defendendo sua inocência no episódio. Acabou por consentir em ir para Santa Catarina, onde permaneceu por alguns meses. De volta à Corte, apresentou a Vila-Nova Portugal planos de melhoramentos para a província de onde retornara, e foi destacado novamente para lá, para a consecução dessas obras. A Revolução do Porto e os eventos que se lhe seguiram ensejaram o retorno de Drummond ao Rio de Janeiro, para onde foi chamado de volta e chegou em maio de 1821. Sobre seu retorno ao Rio, Drummond relata, nas anotações que fez à sua biografia, ter sofrido com a animosidade do Conde dos Arcos, adversário de Vila-Nova Portugal, e se espantado com a degradação moral que encontrou na cidade, o que o fez (segundo ele) abster-se da vida social, limitando-se ao trabalho na chancelaria-mor. No desenrolar dos acontecimentos, Drummond participa do movimento que leva ao Fico de D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, e engaja-se no convencimento das demais províncias à adesão ao movimento centralizado principalmente em São Paulo. Por essa razão, embarca para Pernambuco, com um passaporte para a França, conseguindo desembarcar naquela província alegando estar doente e não poder seguir viagem. Ali, colabora para manter Pernambuco unida ao Rio de Janeiro e a D. Pedro. Já amigo dos irmãos Andrada, participa também da luta contra as tropas portuguesas na Bahia, espionando o comando do general Madeira, seu conhecido do período em Santa Catarina e com quem tinha boas relações. Chega de volta ao Rio em 8 de setembro de 1822. Aliado dos Andrada, sua sorte muda após a dissolução da Assembleia Constituinte em 1823, e sua participação na redação do jornal oposicionista O Tamoyo. Perseguido, como os irmãos santistas, Drummond escapa para a Bahia, e de lá para a Inglaterra, vindo a estabelecer-se em Paris. Seu exílio durará até 1829. (Drummond parece atribuir, nas anotações à sua biografia, seu retorno e dos demais exilados à normalidade da atuação da Assembleia Legislativa a partir de 1826; seu exílio e dos Andradas foi inclusive questionado no plenário da Assembleia.) Na Europa, Drummond baseou-se em Paris, estabelecendo relações com a comunidade intelectual local, e publicando artigos em periódicos científicos. Segundo seu relato, viajou muito pelo continente, pouco antes de retornar ao Brasil.270 As anotações à sua biografia cessam praticamente no momento de seu retorno, ou seja, não cobrem sua entrada no serviço diplomático, em 1830.271 Inicialmente cônsul-geral, serviu de encarregado de negócios (chargé d'affaires) no Hanover, Saxônia e Cidades Hanseáticas (1830), Prússia (1831), no Reino das Duas- Sicílias, na Sardenha e na Toscana (1834) e na Santa Sé (1835). Elevado a ministro, primeiro residente, depois plenipotenciário, foi designado para o Grã-Ducado do Parma (1836), e, finalmente, Portugal (1837), onde permaneceu até 1853, quando deixa a função em condições controversas.272 Drummond foi posto em disponibilidade ativa em 1853, e aposentou-se em 21 de junho de 1862.273 Drummond foi acusado de leviandade pelo governo português ao fazer denúncia a Paulino José Soares de Souza, então ministro dos Negócios Estrangeiros, de que a carne ensacada exportada de Portugal para o Brasil, que, segundo Drummond, era muito consumida aqui, era adulterada. O paio e o chouriço, que deveriam conter apenas carne de porco, vinham sendo produzidos com carne de cão, gato, cavalo e outros animais mortos por doença ou cansaço, segundo Drummond, a partir de denúncia a um dos estabelecimentos que produziam a dita mercadoria (havia desconfiança de que até carne humana entrasse na mistura). Portugal decidiu interromper a correspondência oficial com o plenipotenciário, e pedir a substituição de Drummond, pois o ofício de Drummond sobre a questão veio a público em alguns jornais, constrangendo o governo português. A interpelação do governo português a Drummond afirma que em jornais da Bahia e do Rio de Janeiro saiu o ofício de 1 de julho de 1852 do plenipotenciário brasileiro com a denúncia de carne adulterada. O governo de Portugal refutou os fatos, e afirma que sequer a descoberta da polícia, citada por Drummond, de um produtor de carne adulterada (em Aldeia Galega) existiu. Drummond atribuiu a publicação do seu ofício a um "descuido", negando que fosse sua intenção dar-lhe publicidade. Em sua resposta, de 2 de novembro de 1852, Drummond inclui o problema das moedas falsas brasileiras que estavam sendo confeccionadas em Portugal.274 Ainda fala de portugueses que vinham ao Brasil se empregar no "nefando" tráfico de escravos. Drummond diz também que seu ofício foi publicado apenas por dois pequenos jornais da oposição, um do Rio e outro da Bahia.275 A réplica do governo português de 8 de novembro de 1852 tornou a desmentir a notícia das carnes adulteradas, e comunicou ao próprio Drummond a interrupção da correspondência oficial. Em ofício do governo brasileiro, de 7 de janeiro de 1853, de Paulino José Soares de Sousa, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Império fez uma meia-defesa de Drummond: disse que o Brasil não aceitaria o pedido de substituição do diplomata, anexando memorando para explicar a posição brasileira. O memorando diz que ofício de Drummond foi publicado no Jornal do Commercio e outros jornais do Brasil e de Portugal, e afirma a existência do caso da carne adulterada de Aldeia Galega, mas minimiza a importância desse comércio para o Brasil. Afirma que a interrupção da correspondência forçava o governo brasileiro a retirar Drummond de Lisboa, uma imposição que o Império não poderia aceitar; o memorando diz que governo brasileiro poderia substituir o diplomata, como um ato de consideração, sem contudo que isto fosse imposto por Portugal. Pede então a revogação da interrupção da correspondência,
270 Drummond relata ter percorrido a pé a Suíça; de lá "passei á Italia, fui pelo Tyrol á Vienna, percorri a Prussia, as margens do Rheno, a Hollanda, a Belgica, percorri pela segunda vez a Inglaterra e pela primeira a Escossia e a Irlanda, de onde voltei para a França, e dahi segui para o Brasil em Abril de 1829" (Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, vol. XIII, 1885-1886, p. 121). Sua chegada ao Brasil foi em junho de 1829. 271 Na nota que escreveu sobre o falecimento de Drummond em seu periódico Brasil Histórico, Ano V, 3a série, de 28 de fevereiro de 1874, Melo Morais afirma que o amigo entrou para o serviço diplomático em 2 de setembro de 1830, como encarregado de negócios na Rússia, Lubeck, Hanover etc. No entanto, os Cadernos CHDD, do Centro de História e Documentação Diplomática da Fundação Alexandre de Gusmão, Ano 7, no 12, 1o semestre de 2008, p. 118, transcrevem instrução de 18 de abril de 1830 para Drummond, designando-o "encarregado de negócios, interino, e cônsul-geral na Prússia e cidades da Liga Hanseática". A instrução contém a data em que Drummond foi nomeado para o cargo pelo Imperador D. Pedro I (2 de abril de 1830) e para onde deveria dirigir-se na Europa (Hamburgo). 272 Todo o parágrafo, GUIMARÃES, Argeu. Dicionário bio-bibliografico brasileiro: de diplomacia, política externa e direito internacional. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 1938, verbete 529. Segundo Guimarães, citando o Drummond sobrinho, Drummond foi desprestigiado pelo Império em uma questão com a Chancelaria portuguesa envolvendo moedeiros falsos e adulteradores de carnes exportadas para o Brasil. Na edição que consultamos do Drummond sobrinho, não encontramos o apêndice com este relato. 273 Conforme esclarece Flávio Mendes de Oliveira Castro, a partir da Lei no 614, de 22 de agosto de 1851, de organização do corpo diplomático brasileiro, "Os diplomatas, de regresso ao Brasil, seriam considerados em disponibilidade, com 2/3 de seus ordenados se trabalhassem na Secretaria de Estado e com a metade se ficassem inativos, podendo permanecer nessa situação até cinco anos, findo os quais seriam considerados fora do Corpo Diplomático, sem direito a ordenado algum, salvo se aposentados" (CASTRO, Flávio Mendes de Oliveira. História da Organização do Ministério das Relações Exteriores. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1983, p. 87-88). Drummond passou à disponibilidade dentro desta regulação, mas aposentou-se após a entrada em vigor do decreto no 2.358, de 1o de fevereiro de 1859, conhecido como Regulamento Paranhos, pois da gestão de José Maria da Silva Paranhos (1819- 1880), Visconde do Rio Branco, na Secretaria dos Negócios Estrangeiros (1858-59). Pelo novo regulamento, "Os vencimentos integrais [da aposentadoria] seriam pagos àqueles que tivessem mais de 30 anos de serviço [caso de Drummond] e se encontrassem impossibilitados, física ou moralmente, de continuar no trabalho" - Drummond estava praticamente cego quando se aposentou (CASTRO, História da Organização do Ministério das Relações Exteriores, op. cit., p. 110).