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domingo, 19 de julho de 2026

João Rodrigues de Sá e Mello de Menezes e Sottomayor,(Aveiro, 11 de novembro de 1755 — Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 1809,

 

 

 João Rodrigues de Sá e Mello de Menezes e Sottomayor (Aveiro, 11 de novembro de 1755 — Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 1809)

João Rodrigues de Sá e Melo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Rodrigues_de_S%C3%A1_e_Melo

https://repositoriodphdm.marinha.mil.br/bitstream/handle/123456789/849341/MINISTROS%20DA%20MARINHA.pdf?sequence=1&isAllowed=y 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Tristão de Alencar Araripe (Icó, 7 de outubro de 1821 Rio de Janeiro, 3 de junho de 1908

Tristão de Alencar Araripe (Icó, 7 de outubro de 1821 Rio de Janeiro, 3 de junho de 1908) foi um
escritor, magistrado e político brasileiro.

https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/3021/1/2008_Tese_AMRocha.pdf 

 

 

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As datas exatas de nascimento (1865?) e falecimento (1925?) que você mencionou correspondem a José de Alencar Araripe (capitão e posteriormente major do Exército), que fez parte da tradicional família cearense Alencar Araripe. Ele era irmão do famoso crítico literário Araripe Júnior (Tristão de Alencar Araripe Júnior).
Alguns pontos históricos e genealógicos sobre ele:
  • Nascimento e Ascendência: Nasceu no século XIX, filho do magistrado e deputado Tristão de Alencar Araripe e neto do revolucionário Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (líder da Confederação do Equador). Ele pertencia à mesma família do grande romancista José de Alencar. 
  • Carreira Militar: Iniciou sua trajetória como alferes na Guarda Nacional e no Exército, chegando ao posto de capitão e depois major. Ele esteve envolvido e registrou episódios históricos de conflitos na região Norte do Brasil, como no Amazonas durante a virada do século XIX para o XX.

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ALBINO JOSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA, Coimbra, 1 de julho de 1809, Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1889

  

 Memórias De Um Magistrado Do Império.

https://rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/8806 

pai Desembargador Luis António Barbosa de Oliveira, 1784- 1854 cc Maria Rosimunda Cândida da Matta 1787–1852

 Filho de José Barbosa de Oliveira nascido em 1749 (página 15)

 https://rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/10248 

 e D. Isabel Augusta de Sousa Queirós, filha do famoso brigadeiro Francisco Inácio de Sousa Queirós, já então falecido.

https://archive.org/details/instituto-historico-e-geografico-brasileiro-revista_1944_182/page/170/mode/2up?q=%22Luis+Ant%C3%B3nio+Barbosa+de+Oliveira%22 

 

Dossiê Luis Antonio Barbosa de Oliveira ... (1790)
https://www.gov.br/casaruibarbosa/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/estrutura-organizacional/centro-de-memoria-e-informacao/INVENTARIO_CFBO.pdf
 
https://www.gov.br/casaruibarbosa/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/estrutura-organizacional/centro-de-memoria-e-informacao/INVENTARIO_CFBO.pdf 

 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Mauro de Oliveira Ramos , Lages, 12 de outubro de 1899, Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1981

 

 

Mauro de Oliveira Ramos (mais conhecido como Mauro Ramos; Lages, 12 de outubro de 1899 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1981) foi um político brasileiro.

O Mauro Ramos que dá nome a avenida se chama Mauro de Oliveira Ramos. Nascido em Lages, em 1899, Mauro era um dos 14 filhos de Vidal Ramos Júnior e Maria Tereza Fiúza, entre seus irmãos está outros dois políticos conhecidos: Celso Ramos, que foi Governador de Santa Catarina, e Nereu Ramos, que além de Governador do Estado, chegou à Presidência da República.
 Mauro Ramos não foi tão longe na carreira política quanto seus irmãos. Foi nomeado prefeito de Florianópolis por um mandato que foi de 1937 a 1940, durante o qual abriu a avenida que liga a Baía Sul à Baía Norte, e hoje é conhecida por levar o seu nome.
 

https://hemeroteca2.cultura.sc.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=883123&Pesq=%22Indal%c3%a9cio%20Arruda%22&pagfis=8415 

https://genealogiaserranasc.blogspot.com/2016/10/relacoes-entre-as-familias-souza-e.html 

https://archive.li/zdgcG 

 

irmão da tia Maria Julia !!! casada com o Andrézinho!

domingo, 28 de junho de 2026

Júlio Benedicto Ottoni, 24 de Setembro de 1857 Valença, Valença, Rio de Janeiro, Brazil 12 de dezembro de 1926

 

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BUSTOS e AUTOGRAPHOS de homens do teu

icon1387680.pdf
bn.br
https://objdigital.bn.br › div_iconografia › icon13...
PDF
Esie livro e teu, falla de ti e dos teus, falla da tua terra, essa pomposa terra dos Tamoyos: contem. BUSTOS e AUTOGRAPHOS de homens do teu.

https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1387680/icon1387680.pdf

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 Este conjunto de livros, formado por cerca de 12.600 obras sobre o Brasil Colônia e o Brasil Independente, pertenceu ao colecionador e bibliófilo José Carlos Rodrigues (1844-1923). A denominação de Coleção Benedicto Ottoni foi a segunda condição imposta pelo industrialista Júlio Benedicto Ottoni, que adquiriu a biblioteca em venda pública e a doou integralmente à Biblioteca Nacional (BN), em 1911. A primeira condição foi que a coleção fosse mantida em local especialmente separado, “não podendo ser desmembrada para diversas salas da BN, exceto as obras valiosas que deveriam ser guardadas sob chave”. Mas o nome de José Carlos Rodrigues não ficou totalmente excluído de seus livros. Lê-se nos ex-libris colados a cada um dos objetos do conjunto “Collecção Benedicto Ottoni // Organizada pelo Dr. José Carlos Rodrigues // Doação do Dr. Julio Benedicto Ottoni”.

https://www.gov.br/bn/pt-br/atuacao/colecoes-e-servicos-aos-leitores/manuscritos/artigos-manuscritos/benedicto-ottoni 

https://www.geni.com/people/J%C3%BAlio-Benedicto-Ottoni/6000000023499686768 

terça-feira, 20 de maio de 2025

Artur Pinto da Rocha Rio Grande, 26 de dezembro de 1864 , Rio de Janeiro, ✞ 18 de julho de 1930 (não fecham as informações, são duas pessoas!!!)

 


 


 

 

vai aqui

Artur Pinto da Rocha almamater uc  

UCBG-8-118-1-1884-1885_0000_Obra_Completa_t24-C-R0120.pdf

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abaixo é outra pessoa. Deve ser conferido.  Os dados não comferem. Tem que refazer. Abaixo o que entendi. No fim.

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em jornal ilustrado do Porto

Charivari, n.º 13, 8 de Dezembro de 1888 (eis o retrato de Arthur Pinto da Rocha na primeira página do jornal ilustrado do Porto). 

 Na Revista Arthur Pinto da Rocha a esquerda  e a direita Germano Hasslocher Filho, Santa Cruz do Sul RGS, 10 de julho de 1862, ✞ Milão, 7 de fevereiro de 1911.

https://archive.org/details/arg-justicadeborseguins-Revista-do-Globo-23_08_1952/mode/thumb

 https://tunauc.wordpress.com/2024/03/22/encontramos-o-retrato-do-pinto-da-rocha-1888/

 Artur Pinto da Rocha Rio Grande, 26 de dezembro de 1864 — Rio de Janeiro, 18 de julho de 1930.

 

Foi um magistrado, político, historiador político, jornalista, poeta, dramaturgo e escritor brasileiro. 

https://www.acervosbiev.com/wp-content/uploads/tainacan-items/12150/12474/arg-justicadeborseguins-Revista-do-Globo-23_08_1952.pdf 

https://dspace.stm.jus.br/handle/123456789/50701

Arthur Pinto da Rocha teve por progenitor o Visconde Antônio Joaquim Pinto da Rocha, natural de Chaves, Portugal, personalidade de reconhecidos dons e graus de solidariedade e munificência e dona Constança Pinheiro da Cunha, natural do Rio Grande.

 

 https://www.arl.org.br/academicos/quadro-academico/arthur-pinto-da-rocha/

https://tunauc.wordpress.com/2024/03/22/encontramos-o-retrato-do-pinto-da-rocha-1888/ 

https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/arquivo2/retrato-de-arthur-pinto-da-rocha/ 

 https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/arquivo2/retrato-de-arthur-pinto-da-rocha/

https://tunauc.wordpress.com/2024/03/22/encontramos-o-retrato-do-pinto-da-rocha-1888/

 

 

Arthur Pinto da Rocha

(por Betty Borges Fortes)
Considerando a decisão de que a Memória dos Patronos das Cadeiras da Academia Rio-Grandense de Letras seria apresentada em textos não excedentes a três páginas, assim se pode constituir um sumário roteiro Biobibliográfico do Patrono da Cadeira n° 16, o Dr. Arthur Pinto da Rocha.
Desse eminente homem da Memória Cultural, Cívica e Política do Rio Grande do Sul temos que o seu nascimento ocorreu aos 26 dias de dezembro de 1864, conforme certidão de batismo, emitida na cidade marítima de Rio Grande, Rio Grande do Sul, mas que há sérias dúvidas sobre tal data, havendo probabilidades de que seu nascimento ocorrera em 1861.
Arthur Pinto da Rocha teve por progenitor o Visconde Antônio Joaquim Pinto da Rocha, natural de Chaves, Portugal, personalidade de reconhecidos dons e graus de solidariedade e munificência e dona Constança Pinheiro da Cunha, natural do Rio Grande.
Embora tendo frequentado colégio em Rio Grande, quando de sua meninice, foi enviado, pela sua família, muito cedo, para Portugal, em 1875, onde realizou todos os estudos preparatórios, destinados à Universidade; passando pela Escola Politécnica de Lisboa, decidindo-se finalmente por ingressar na Faculdade de Direito de Coimbra.
Em 1884, aos vinte anos, concluiu o curso de Direito, casando-se, no mesmo ano, com dona Maria Henriqueta de Meneses Mourão. Em Portugal, permaneceu em aperfeiçoamento, relações humanas e culturais por 16 anos. Em 1891, retomou ao Brasil, fixando-se em Rio Grande, atuando como Promotor de Justiça, no Ministério Público.
Grande intelectual, polemista, firmou-se como exemplar homem de ciência jurídica e política, atuando nos anos seguintes e destacando-se como homem público, jornalista e mestre de Direito, sendo, porém, desde logo, sua Magna Obra a presença efetiva na Fundação da Faculdade de Direito de Porto Alegre.
Voltada, inteiramente à sua memória, despertada pelas possibilidades que a Cadeira 16, por ele titulada, oferecia sobre os diferentes e valiosos aspectos de sua atuação social, como político, deputado, jurista, jornalista ademais de historiador, dramturgo e poeta, de vas-ta e reconhecida atuação e obra, abordei nos seguintes trabalhos, Iodos ilustrados com Anexos de sua viva pena e inexcedível fulgor oratório:
  • Arthur Pinto da Rocha. Um Homem Rio-Grandense, Porto Alegre,1998.
  • Memorial a Pinto da Rocha. Discurso de Posse na Academia Rio-Grandense de Letras, Cadeira N°16, publicado na Revista da Academia, N.13, Janeiro de 1997, pp. 98 a 128;
  • De Peito Aberto. Arthur Pinto da Rocha. Textos e Momentos. Cartas Abertas. Réplica e Tréplica. Palestra. Publicação na Revista da Academia, N° 16, maio de 2000, pp.33 a 45.
  • Pinto da Rocha e o Tratado de Tordesillas. Palestra no Painel comemorativo, promovido pelo consulado de Portugal e Associação de Diplomadas Universitárias, Assembleia Legislativa, Porto Alegre, 1994.
  • Arthur Pinto da Rocha e o Tratado de Tordesillas. Jornal de Letras, Porto Alegre, N°47, agosto-setembro l994. pp.8/9.
  • Arthur Pinto da Rocha - Um Homem e sua Memória. Dissertação de Mestrado, apresentada para obtenção do grau de Mestre em Letras, na área de Teoria da Literatura. Orientador Professor Dr. Elvo Clemente.
Pode ser considerada sua obra sob os seguintes vívidos aspectos:
O Jornalista, um verdadeiro homem de imprensa. Em Porto Alegre dirigiu e escreveu no Jornal a Federação, ativista do Partido Republicano Seus Editoriais contraditaram, impugnaram desassombra-damente assertivas federalista, qualificadas de "verdadeiros ultrajes à verdade", In Arthur P.Rocha, um Homem Rio-Grandense, p.83.
Fundou e dirigiu jornais, como a Gazeta do Comércio, de Porto Alegre, e posteriormente, no Rio de Janeiro, operou no Jornal do Brasil, e presença constante no Correio da Manhã e Diário de Notícias.
O Homem Público. Destacou-se de forma admirável na vida política do Estado, deputado em duas legislaturas, na Câmara dos] Representantes, membro do Partido Republicano, em Porto Alegre. Deputado na Assembléia dos Representantes deixou lances históricos como os ocorridos na sessão de 25 de janeiro de 1893, data apra-j zada para a posse do Presidente do Estado, quando o Dr. Protásio Alves, suspendeu a sessão para que fosse conduzido o Dr. Júlio Prates de Castilhos, que a todos comoveu quando, nos termos do art.16 da Constituição do Estado, de 14 de julho de 1891 disse:
Declaro que serei fiel cumpridor dos deveres de meu cargo, em\ cujo exercício não faltarei jamais as inspirações do patriotismo, da\ lealdade e da honra. Idem, p. 41.
Pinto da Rocha, pelo seu grande prestígio e pendor oratório, foi indicado para proferir a saudação. Seu discurso foi transcrito, pela emoção e ensinamento cívico em Pinto da Rocha-Um Homem Rio- Grandense, Betty Borges Fortes, pp. 42/50.
Pelo mesmo reconhecimento de valor, foi indicado para falar em nome da Congregação da Faculdade de Direito de Porto Alegre, já fundada, no tristíssimo ato do sepultamento do Presidente, o Pró-homem, Júlio de Castilhos. Peça oratória, entretanto, deve ser considerada o Discurso em Homenagem ao Barão do Rio Branco.
Homem de Teatro, Pinto da Rocha não só escreveu peças que permitiram o reconhecimento de seu estro artístico, poético e dramático, como foi homem de teatro, criador de teatro, consultor ej dirigente de Associação de Teatro, a SBAT: A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Talitha foi o drama que o tornou conhecido e mesmo pode-se considerar que o imortalizou.
Ensaísta, historiador foi reconhecido por personalidades como Clovis Beviláqua, o Conde Afonso Celso e demais luminares do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O trabalho que o alçou à ] condição de Membro efetivo daquela respeitável Instituição Nacional foi o ensaio Influência da Poesia na História, Sessão de 31 de junho de 1915.
Procurando resguardar a Memória Cultural Nacional pode considerar-se de grande oportunidade e importância a Homenagem que os homens precursores, fundadores da Academia Rio-Grandense de Letras prestaram ao poeta, parlamentar, jurista, dramaturgo e mestre de Direito, ao consagrar-lhe uma de suas Cadeiras. A cadeira n° 16 foi atribuída à Memória de Arthur Pinto da Rocha. Na mesma linha dos precursores, cultuou-lhe a lembrança o ocupante anterior, o muito considerado e lembrado linguista Propício da Silveira Machado.
No mesmo sentido, a Dissertação de Mestrado, que concedeu à autora o grau de Mestre, foi iluminada com fotos, cartas, apreciações, críticas, nomes, transcrições, como focos que gritam contra a incultura geral do silêncio, do esquecimento, criminoso quando produto de uma intencionalidade política, quando fruto de um pós-guerra em si, criticável.
O Rio Grande do Sul se engrandece pelo valor de seus homens e muito mais pela grandeza advinda da memória de homens que, se foram da luta, na guerra, subiram além da guerra, muito longe na ciência, nas artes, no bem cívico e no Direito. Assim Pinto da Rocha, não foi um mero elemento administrativo do Estado, foi um defensor, um esclarecedor, uma voz, que, por ser de arte e de direito não morreu.
Reitera-se na oportunidade o agradecimento a pessoas, familiares, Dr. Renato Meirelles Leite, instituições, departamentos que colaboraram com dados, documentos, informes iluminadores da nossa Memória e dignificam os trabalhos da Academia Rio-Grandense de Letras e da Cadeira n°16.
Porto Alegre, 8 de maio de 2007.
 está gravado aqui.
https://archive.li/QQLGs#selection-295.0-479.32 
 

 – Jornal do Porto http://purl.pt/14338

 https://purl.pt/14338

 https://purl.pt/29696

 Diario Illustrado. - Nº programa (jun. 1872) - a. 39, nº 13301 (7 jan. 1911). - Lisboa : Impr. de Souza Neves, 1872-1911. - 46

https://purl.pt/14328

https://www.arl.org.br/academicos/quadro-academico/arthur-pinto-da-rocha/

https://archive.li/QQLGs 

 https://purl.pt/14328

 

Diario Illustrado. - Nº programa (jun. 1872) - a. 39, nº 13301 (7 jan. 1911). - Lisboa : Impr. de Souza Neves, 1872-1911. - 46 


https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k3071914z/f1.planchecontact

Arthur Pinto da Rocha

(por Betty Borges Fortes)

Considerando a decisão de que a Memória dos Patronos das Cadeiras da Academia Rio-Grandense de Letras seria apresentada em textos não excedentes a três páginas, assim se pode constituir um sumário roteiro Biobibliográfico do Patrono da Cadeira n° 16, o Dr. Arthur Pinto da Rocha.

Desse eminente homem da Memória Cultural, Cívica e Política do Rio Grande do Sul temos que o seu nascimento ocorreu aos 26 dias de dezembro de 1864, conforme certidão de batismo, emitida na cidade marítima de Rio Grande, Rio Grande do Sul, mas que há sérias dúvidas sobre tal data, havendo probabilidades de que seu nascimento ocorrera em 1861.

Arthur Pinto da Rocha teve por progenitor o Visconde Antônio Joaquim Pinto da Rocha, natural de Chaves, Portugal, personalidade de reconhecidos dons e graus de solidariedade e munificência e dona Constança Pinheiro da Cunha, natural do Rio Grande.

Embora tendo frequentado colégio em Rio Grande, quando de sua meninice, foi enviado, pela sua família, muito cedo, para Portugal, em 1875, onde realizou todos os estudos preparatórios, destinados à Universidade; passando pela Escola Politécnica de Lisboa, decidindo-se finalmente por ingressar na Faculdade de Direito de Coimbra.

Em 1884, aos vinte anos, concluiu o curso de Direito, casando-se, no mesmo ano, com dona Maria Henriqueta de Meneses Mourão. Em Portugal, permaneceu em aperfeiçoamento, relações humanas e culturais por 16 anos. Em 1891, retomou ao Brasil, fixando-se em Rio Grande, atuando como Promotor de Justiça, no Ministério Público.

Grande intelectual, polemista, firmou-se como exemplar homem de ciência jurídica e política, atuando nos anos seguintes e destacando-se como homem público, jornalista e mestre de Direito, sendo, porém, desde logo, sua Magna Obra a presença efetiva na Fundação da Faculdade de Direito de Porto Alegre.

Voltada, inteiramente à sua memória, despertada pelas possibilidades que a Cadeira 16, por ele titulada, oferecia sobre os diferentes e valiosos aspectos de sua atuação social, como político, deputado, jurista, jornalista ademais de historiador, dramturgo e poeta, de vas-ta e reconhecida atuação e obra, abordei nos seguintes trabalhos, Iodos ilustrados com Anexos de sua viva pena e inexcedível fulgor oratório:

  • Arthur Pinto da Rocha. Um Homem Rio-Grandense, Porto Alegre,1998.
  • Memorial a Pinto da Rocha. Discurso de Posse na Academia Rio-Grandense de Letras, Cadeira N°16, publicado na Revista da Academia, N.13, Janeiro de 1997, pp. 98 a 128;
  • De Peito Aberto. Arthur Pinto da Rocha. Textos e Momentos. Cartas Abertas. Réplica e Tréplica. Palestra. Publicação na Revista da Academia, N° 16, maio de 2000, pp.33 a 45.
  • Pinto da Rocha e o Tratado de Tordesillas. Palestra no Painel comemorativo, promovido pelo consulado de Portugal e Associação de Diplomadas Universitárias, Assembleia Legislativa, Porto Alegre, 1994.
  • Arthur Pinto da Rocha e o Tratado de Tordesillas. Jornal de Letras, Porto Alegre, N°47, agosto-setembro l994. pp.8/9.
  • Arthur Pinto da Rocha - Um Homem e sua Memória. Dissertação de Mestrado, apresentada para obtenção do grau de Mestre em Letras, na área de Teoria da Literatura. Orientador Professor Dr. Elvo Clemente.

Pode ser considerada sua obra sob os seguintes vívidos aspectos:

O Jornalista, um verdadeiro homem de imprensa. Em Porto Alegre dirigiu e escreveu no Jornal a Federação, ativista do Partido Republicano Seus Editoriais contraditaram, impugnaram desassombra-damente assertivas federalista, qualificadas de "verdadeiros ultrajes à verdade", In Arthur P.Rocha, um Homem Rio-Grandense, p.83.

Fundou e dirigiu jornais, como a Gazeta do Comércio, de Porto Alegre, e posteriormente, no Rio de Janeiro, operou no Jornal do Brasil, e presença constante no Correio da Manhã e Diário de Notícias.

O Homem Público. Destacou-se de forma admirável na vida política do Estado, deputado em duas legislaturas, na Câmara dos] Representantes, membro do Partido Republicano, em Porto Alegre. Deputado na Assembléia dos Representantes deixou lances históricos como os ocorridos na sessão de 25 de janeiro de 1893, data apra-j zada para a posse do Presidente do Estado, quando o Dr. Protásio Alves, suspendeu a sessão para que fosse conduzido o Dr. Júlio Prates de Castilhos, que a todos comoveu quando, nos termos do art.16 da Constituição do Estado, de 14 de julho de 1891 disse:

Declaro que serei fiel cumpridor dos deveres de meu cargo, em\ cujo exercício não faltarei jamais as inspirações do patriotismo, da\ lealdade e da honra. Idem, p. 41.

Pinto da Rocha, pelo seu grande prestígio e pendor oratório, foi indicado para proferir a saudação. Seu discurso foi transcrito, pela emoção e ensinamento cívico em Pinto da Rocha-Um Homem Rio- Grandense, Betty Borges Fortes, pp. 42/50.

Pelo mesmo reconhecimento de valor, foi indicado para falar em nome da Congregação da Faculdade de Direito de Porto Alegre, já fundada, no tristíssimo ato do sepultamento do Presidente, o Pró-homem, Júlio de Castilhos. Peça oratória, entretanto, deve ser considerada o Discurso em Homenagem ao Barão do Rio Branco.

Homem de Teatro, Pinto da Rocha não só escreveu peças que permitiram o reconhecimento de seu estro artístico, poético e dramático, como foi homem de teatro, criador de teatro, consultor ej dirigente de Associação de Teatro, a SBAT: A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Talitha foi o drama que o tornou conhecido e mesmo pode-se considerar que o imortalizou.

Ensaísta, historiador foi reconhecido por personalidades como Clovis Beviláqua, o Conde Afonso Celso e demais luminares do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O trabalho que o alçou à ] condição de Membro efetivo daquela respeitável Instituição Nacional foi o ensaio Influência da Poesia na História, Sessão de 31 de junho de 1915.

Procurando resguardar a Memória Cultural Nacional pode considerar-se de grande oportunidade e importância a Homenagem que os homens precursores, fundadores da Academia Rio-Grandense de Letras prestaram ao poeta, parlamentar, jurista, dramaturgo e mestre de Direito, ao consagrar-lhe uma de suas Cadeiras. A cadeira n° 16 foi atribuída à Memória de Arthur Pinto da Rocha. Na mesma linha dos precursores, cultuou-lhe a lembrança o ocupante anterior, o muito considerado e lembrado linguista Propício da Silveira Machado.

No mesmo sentido, a Dissertação de Mestrado, que concedeu à autora o grau de Mestre, foi iluminada com fotos, cartas, apreciações, críticas, nomes, transcrições, como focos que gritam contra a incultura geral do silêncio, do esquecimento, criminoso quando produto de uma intencionalidade política, quando fruto de um pós-guerra em si, criticável.

O Rio Grande do Sul se engrandece pelo valor de seus homens e muito mais pela grandeza advinda da memória de homens que, se foram da luta, na guerra, subiram além da guerra, muito longe na ciência, nas artes, no bem cívico e no Direito. Assim Pinto da Rocha, não foi um mero elemento administrativo do Estado, foi um defensor, um esclarecedor, uma voz, que, por ser de arte e de direito não morreu.

Reitera-se na oportunidade o agradecimento a pessoas, familiares, Dr. Renato Meirelles Leite, instituições, departamentos que colaboraram com dados, documentos, informes iluminadores da nossa Memória e dignificam os trabalhos da Academia Rio-Grandense de Letras e da Cadeira n°16.

Porto Alegre, 8 de maio de 2007.

 

 

https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/arquivo2/retrato-de-arthur-pinto-da-rocha/ 

 https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/arquivo2/retrato-de-arthur-pinto-da-rocha/

https://tunauc.wordpress.com/2024/03/22/encontramos-o-retrato-do-pinto-da-rocha-1888/

Retrato de Arthur Pinto da Rocha

Através de um artigo de Pinto da Rocha (O Século, Rio de Janeiro, Anno VII, n.º 2.309, 25 de Fevereiro de 1914, 1.ª pág.) sabemos que foi publicado o seu retrato no dia 8 ou 9 de Dezembro de 1888 num jornal do Porto. Temos interesse em conhecer esse retrato.

Fonte da fotografia, online: https://dspace.stm.jus.br/handle/123456789/50701

«Lê agora, meu caro João, o que a esse tempo disse e publicou um jornal ilustrado da tua terra natal [PORTO], acompanhando o retrato desse teu velho admirador e amigo.»

Quanto a Jornais editados no Porto nos finais do séc. XIX:

estes já foram consultados e temos os artigos transcritos:
– Jornal de Noticias
– Jornal do Porto http://purl.pt/14338
– O Comércio do Porto
– O Porta-Estandarte
– A Actualidade

Sabemos, através da citação, que o jornal diz o seguinte:

«Hoje que a simpática estudantina de Coimbra se encontra no Porto, publicamos o retrato do seu presidente, o quintanista inteligentíssimo que concentra e sintetiza em si toda a Universidade de Coimbra.»

 

APR, ainda: «E como esse, todos os jornais do Porto: A notícia, o Jornal de Notícias, o Primeiro de Janeiro e o Comércio do Porto narrando aquele acontecimento teceram ao teu velho amigo os melhores encómios pela ideia da Federação Académica. Deixa-me ter orgulho de transcrever o que escreveu Jornal de Notícias de 10 dezembro 1888:»

Podemos fazer umas exclusões com base na info que se segue e depois umas pesquisas mais dirigidas:

– O Primeiro de Janeiro < 1.ª  aposta
– A Palavra [consultados os anos de 1888, 1889 – não  foi localizada a imagem;]
– A Voz publica [no acervo da BPMP, tem início apenas em 1891;]
– Correio do Norte [1854 (data muito diferente da indicada);]
– Diário da Tarde [consultado o ano de 1899 – não foi localizada a imagem;]
– O Tripeiro [consultado o índice: a personalidade em causa não é mencionada;]
– A Voz do Povo (semanal) [1878-80 (semanal – datas muito diferentes);]
– O Lavrador [1900 (datas muito diferentes); ]
– Illustração Popular (semanal) [consultados os anos de 1908 e 1909 (semanal) – não  foi localizada a imagem;]
– A Gazeta das Aldeias [não existem, no acervo da BPMP, os primeiros anos .]
– A Brazileira (quinzenal) [inícia em 1903 (data muito diferente da indicada)]

[Notas da BPMP]

portanto são necessárias IDEIAS para chegar até ao jornal com o retrato

1.º ver que bibliotecas têm o quê! e depois ir lá, e fotografar ou solicitar digitalização, etc

A. Caetano, 1 de Julho de 2020

A busca terminou no dia 22 de Março de 2024, pelas mãos de José Nascimento (na BGUC, Charivari, n.º 13, 8 de Dezembro de 1888): Encontrámos o retrato de Arthur Pinto da Rocha (1888)

 

Além desses jornais há outros: indicados a negrito:

pag 121 JORNAIS E REVISTAS DO PORTO NO TEMPO DE CAMILO
https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8265.pdf

Esses jornais eram os seguintes: “a actualidade”, “o Commercio do Porto”, “o Commercio Portuguez”, “O dez de Março”, “diário do Commercio”, “Gazeta de noti cias”, “Jornal da Manhã”, “Jornal de notícias”, “O Jornal do Porto”, “A Lucta”, “Onze de Janeiro”, “A Palavra”, “O Primeiro de Janeiro”, “A Provincia”, “o rebate”, “a republica”, “a republica Portugueza”, “a Voz Publica”.5 Entretanto infelizmente deixou de se publicar «O Comércio do Porto», tendo saído o último número em 30 de Julho de 2005.

Foram eles: “A Actualidade” (1874-1891), “O Braz Tizana” (1851-1869), “O Commercio Portuguez” (1876-1890), “diário Mercantil” (1861-1872), “O direito” (1857-1877), “A Folha nova” (1881-1887 (1888?), “Gazeta de notícias” (1890-1896), “Jornal da Manhã” (1872-1892), “O Jornal do Porto” (1859-1892), “A Lucta” (1874-1890), “O nacional” (1846-1870), “A Palavra” (1872-1911), “O Periódico dos Pobres do Porto” (1834-1858), “A Província” (1885-1904).

Eis o elenco dos restantes: “O Amigo do Povo” (1860-1861), “O Brio do Paiz” (1870-1871), “O Clamor Publico” (1856-1857), “O Comentário” (1880), “A Concórdia” (1853-1855), “O Conservador” (1858-1860), “O defensor” (1848-1850), “O dez de Março” (1886-1890), “diário do Comércio” (1889-1891), “diário do Exercito” (1882), “diário nacional” (1883-1884), “diário de notícias do Porto” (1875), “diário do Porto” (1865-1866), “diário Portuguez” (1877), “diário do Povo” (1862-1865), “diário Progressista” (1876), “diá rio das Sessões da Junta Geral do distrito do Porto” (?-1879), “diário da Tarde” (1871-1874), “A discussão” (1883-1887), “O Economista” (1859), “O Estado do norte” (1880), “Gazeta do Porto” (1875-1876), “Gazeta Portuense” (1868), “A Independência Portugueza” (1877-1878), “O Jornal do norte” (1860; 1867-1868), “Jornal das Senhoras” (1877), “Jornal da Tarde” (1874-1875), “A Justiça Portuguesa” (1880-1894 foi diário apenas durante o 2.° semestre de 1881, depois do que voltou ao que era: semanário), “O Lidador” (1854-1857), “A Monarquia” (1854-1857), “O Monitor” (1857-1858), “O norte” (1888-1889), “Onze de Janeiro” (1890), “A Opinião” (1878), “O Oriente” (1857-1859), “O Palito” (1888), “A Pátria” (1849-1850), “O Petiz” (1876), “O Porto” (1874-1876), “O Porto Liberal” (1884-1888), “O Portuense” (1853-1855), “O Progresso Commercial” (1873), “O Progresso do Porto” (1870-1871), “O Rebate” (1890), “A Republica” (1890-1891), “A Republica Portuguesa” (1890-1891), “A União” (1879), “A Verdade” (1855-1856), “A Voz do Povo” (1878-1880), “A Voz Publica” (1890-1891).

 

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Igual está confuso é 1 ou são  2 ?? Pelos pais é a mesma pessoa. Não bate a informação. Mas dá para encontrar no site que enfiou lá.


abaixo é outra pessoa?? só que o Artur é formado em 1884 de que ano ele começou a faculdade?

este abaixo é um homonimo!

aqui Arthur Pinto da Rocha, filho de Antonio Joaquim Pinto da
Rocha, natural do Rio de Janeiro (Império do Brazil) rua das Esteirinhas, n.° 10.??? 

aqui e estou com o livro!

http://almamater.uc.pt/bib-geral/download/wpnDjcKYwpDDicOGw5fClcKcXWtuam7CncKRwpjCn2XCkWZvbA==/UCBG-8-118-1-1884-1885_0000_Obra_Completa_t24-C-R0120.pdf 

https://archive.org/details/ucbg-8-118-1-1884-1885-0000-obra-completa-t-24-c-r-0120 

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em jornal ilustrado do Porto

Charivari, n.º 13, 8 de Dezembro de 1888 (eis o retrato de Arthur Pinto da Rocha na primeira página do jornal ilustrado do Porto). 

 Na Revista Arthur Pinto da Rocha a esquerda  e a direita Germano Hasslocher Filho, Santa Cruz do Sul RGS, 10 de julho de 1862, ✞ Milão, 7 de fevereiro de 1911.

https://archive.org/details/arg-justicadeborseguins-Revista-do-Globo-23_08_1952/mode/thumb

 https://tunauc.wordpress.com/2024/03/22/e

 

sábado, 26 de abril de 2025

Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, Rio de Janeiro, a 9 de novembro de 1808, ✞ 1 de janeiro de 1864 cc Camila Leonor Pontes

 


 

Tenente: 

https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=339946&pagfis=262

JOÃO MARIA PEREIRA DE LACERDA, nasceu na freguezia da Candelaria, da cidade do Rio de Janeiro, a 9 de novembro de 1808, filho legitimo de Joaquim Antonio de Lacerda (1778 ✞ ?), natural da freguezia de Tarouquella, no Douro; e de D. María Clara Pereira de Lacerda (1784 - ✞ 1858), natural do Rio de Janeiro; sendo seus avós paternos Joäo Bernardo Pereira de Vasconcellos (1738+-), antigo coronel de ordenanças do concelho de Sinfães, comarca de Lamego, e D. Joaquina Felizarda de Mello Alvim, ambos oriundos de Portugal; e maternos Manuel José Pereira de Araújo; D. Emerenciana Maria de Jesus, naturaes do Rio de Janeiro. Teve praça de aspirante a guarda marinha na terceira brigada a 17 de marco de 1826, e foi promovido a guarda marinha a 11 de dezembro do mesmo anno, e concluidos os estados académicos com approvaçao plena em todos os annos, embarcou em dezembro de 1827 para o brigue de guerra Pampeiro, sob o commando de Pedro Ferreira de Oliveira, que annos depois Ihe passou um atestado muito honroso, ao qual menciona que em o naufragio do dito brigue, a 18 de outubro de 1828, na barra da capital da provincia do Espirito Santo, foi preciso ordem terminante para que o guarda marinha Lacerda não arriscasse a vida para salvar alguns objectos da fazenda nacional; constando igualmente que estando o mesmo Lacerdia embarcado na fragata Thetis, que o dito Oliveira commandava, fora o primeiro a saltar ao escaler para salvar a vida de um soldado, caíndo elle proprio ao mаг quando o navio deitava nove milhas, e n'essa occasião recebeu urna grande pancada, da qual Ihe resultara doenca grave. Promovido a segundo tenente a 19 de outubro de 1828, a primeiro tenente a 7 de outubro de 1837, a capitão tenente a 7 de setembro de 1846, a capitão de fragata a 30 de dezembro de 1856, requerendo em abril de 1861 a sua reforma, que obteve no posto de capitäo de mar e guerra.
Exerceu differentes cargos e commissöes publicas: de commandante de alguns navios de guerra surtos no Rio de Janeiro; de commandante das duas companhias de artifices do arsenal de marinha n'aquella corte; de adjunto ao chefe de esquadra encarregado do quartel general de marinha, substituindo-o tambem nas suas funccöes de chefe; de inspector das obras dos navios da armada fabricados no dito arsenal; de ajudante de ordens e secretario no quartel general de marinha; de superintendente da companhia de paquetes a vapor brazileiros, etc. Fez parte, com o chefe de divisão Joaquirn Marques Lisboa e Joaquim José lgnácio, da commissâo incumbida da gerencia do asylo dos inválidos da marinha; e regeu a aula de geometría applicada ás artes no arsenal da marinha. Era official da ordem da Rosa, e cavalleiro das de Christo e Aviz, do Brazil; e da de S.Gregorio Magno, concedida pelo santo padre Pió IX, por serviços relevantes prestados á religiäo, e especialmente á congregaçäo das irmãs da caridade, das quais fora enthusiastico defensor, segundo a phrase da pessoa que forneceu os apontamentos que deixo aquí, acrescentando: «A seus esforços, principalmente, se deve o asylo das Larangeiras, dirigido pelas mesmas irmãs. As religiosas de S. Thereza devem-lhe muito pelos muitos serviços que Ihes prestou por largo tempo, que serviu de syndico. Lacerda nunca poupou trabalhos para defender religiäo, e muitas vezes em longos e bem escriptos artigos a defendeu pela imprensa, e até chegou a redigir alguns periódicos religiosos de sua creação, como foram o Popular e a Abelha, que porém não duraram muito. Os trabalhos mencionados e outros muitos a favor da igreja e do estado, e a bem da sua familia (... apesar da mediocridade de seus bens a mandar seis filhos a academias da corte e universidades fora do império), quebraram-lhe as forças, reduziram-no ao triste estado de cegueira total e o levaram ao tumulo, fallecendo a
1 de janeiro de 1864, na mesma casa onde nascera cincoenta e cinco annos e menos de dois mezes antes. Lacerda foi sempre considerado o typo do homem de bem e verdadeiro christâo de palavras e de obras, e desinteressado amigo da monarchia; sua morte foi geralmente sentida por numerosos amigos e por quantos o conheceram. A amisade e a gratidão gravaram-lhe sobre a lousa sepulchral um extenso epitaphio, o mais christão que se lê no cemitério da Ponte do Caju”. ....

Cap. de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, seus ascendentes e descendentes.
- Ele era filho de Joaquim Antonio de Lacerda (v. tópico sobre o mesmo).
- O Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, n. 9/11/1808 - Rio de Janeiro, RJ; bat. 23/11/1808 – Rio de Janeiro, RJ (Ig. da Candelária, liv. iniciado em 1800, fl. 206v); f. 31/12/1863 ou 1/1/1864? - Rio de Janeiro, RJ (Cem. Ponta do Cajú), c. 27/4/1829 - Rio de Janeiro, RJ (Capela de São João Batista da Imperial Quinta da Boa Vista) c/ D. Camila Leonor Pontes (fª José Antônio de Pontes c.c. Mariana Joaquina “?”), n. 15/2/1803 - Lisboa, Portugal [veio para o Brasil com 5 anos]; bat. freguesia N.S. das Mercês, Lisboa, Portugal; f. 19/5/1878 - Rio de Janeiro, RJ (Cem. São Francisco Xavier).
- João Maria Pereira de Lacerda e D.
Camila Leonor Pontes (1803 ✞ 1878) filha de José António de Pontes (1775 ✞ 1803?) e Mariana Joaquina Pontes ou Maria Joaquina Pontes,  e tiveram, pelo menos, os filhos: Luiz Maria Gonzaga de Lacerda, D. Pedro Maria de Lacerda (bispo no RJ, Conde de Santa Fé), Vicente Maria de Paula Lacerda, Joaquim Maria de Lacerda, João ..., Paulo ..., Maria Encarnação (freira carmelita), Maria Thereza, Maria Filomena (falecida aos 4 meses), Manoel ..., todos, ao que nos consta, nascidos no Rio de Janeiro.

 https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/

https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/ 

https://archive.org/details/veritas1119unse/page/56/mode/2up?q=%22Camilla+Leonor+Pontes%22 

https://archive.org/details/diccionariobibl06blakgoog/mode/2up?q=%22Camilla+Leonor+Pontes%22

https://archive.li/yqcps

Manuel José Pereira de Araujo cc Casamento com Emerenciana Maria de Jesus 1784 nascimento da filha 1784 Maria Clara Pereira solt. Maria Clara Pereira de Lacerda

 


 D. Maria Rafaela Pereira de Vasconcelos de Melo e Alvim, sua parente por estes Pereiras, e por Caldeiras, filha de João
Bernardo Pereira de Vasconcelos e de D. Joaquina Felizarda de Melo e Alvim, sua mulher, Senhores da Quinta e 

Morgado da Porta.

 

não entendi:

04.08.1778. Foram seus padrinhos Francisco de Lacerda Pereira de
Vasconcelos, Sargento-Mor de Cinfães e a filha deste, D. Maria Rosa
de Lacerda Pinto de Vasconcelos, mulher de Diogo da Silveira Pereira,
da Quinta de Antemil, freguesia de Piães. Foram testemunhas do
sacramento: D. Engrácia Pinto Pereira de Vasconcelos, tia do neófito,
o P.e José Pereira de Carvalho, da Quinta do Outeiro, e o Dr. Cristóvão
Vieira dos Santos Brochado. Casou em São Cristóvão de Nogueira, a
23.05.1802, com D. Maria Rafaela Pereira de Vasconcelos de Melo
e Alvim, sua parente por estes Pereiras, e por Caldeiras, filha de João
Bernardo Pereira de Vasconcelos e de D. Joaquina Felizarda de Melo
e Alvim, sua mulher, Senhores da Quinta e Morgado da Porta; neta
paterna do Capitão Manuel de Melo e Fonseca, Senhor do Morgado
da Porta, Juiz Ordinário e dos Órfãos no concelho de São Cristóvão de
Nogueira, e de D. Antónia Josefa de Lacerda e Vasconcelos, sua mulher,
acima mencionados; neta materna de José Pereira Vieira de Melo, e
de D. Teresa Angélica de Melo, sua mulher, residentes na Quinta da
Bona Vista (sic), freguesia de Santo Ildefonso, Extra-Muros, na cidade
do Porto. Para esse casamento, foi feito dote por D. Rafaela Pereira
de Vasconcelos, tia da noiva, por escritura lavrada a 13.07.1801, na
morada da dotadora e de seu marido, Dr. Cristóvão Vieira dos Santos
Brochado, pelo Tabelião do concelho de São Cristóvão, José Moreira
da Fonseca Chaves 232. Viveram na Quinta da Porta, em São Cristóvão
de Nogueira, com geração. O Dr. Francisco Pinto Brochado morreu
em São Cristóvão de Nogueira, a 19.05.1845, com a extrema-unção,
com testamento de mão comum com a dita sua mulher, e codicilo
“da sua parte”, e foi sepultado na Capela-Mor da Igreja Matriz 233. Sua
mulher havia já falecido, a 23.08.1834, com todos os sacramentos, e
também fora inumada na referida Capela-Mor. 

Fontes: busque no noodle.

outras fontes homonimos (cuidado porque inclusive a Maria Clara também tem homonima nos Açores, só não sei se são familiares de outro ramo da familia, deve ser) ; 

https://archive.org/details/sao-jorge-notary-catalog/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22 

https://archive.org/details/diccionarioaris00unkngoog/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22 

agnifico lhe excede no excellente e no admirável.

Provávelmente um homonimo! Tourada nos Açores:
Eram os cavalleiros, que haviam tornear, já aqui nomeados: o primeiro, João Pereira de Lacerda, sargento-mór da cidade, e o segundo, Francisco Pereira de Lacerda, seu irmão, capitão de infanteria, tão insignes na cavallaria e arte de toirear que podem ser exemplo aos mesmos inventores de tão nobres exercicios ; tão bizarros, tão dextros e tão fortes cavalh iros, que poseram na corrente do Lethes as memorias dos Magriçi s e dos Abranches. 

https://archive.org/details/toiradasemportug00sa/page/112/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22

https://archive.org/details/genealogias-da-ilha-terceira-vol-7-pain-a-ramos-pdf-free/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22

Pedro Maria de Lacerda, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — † Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890. Bispo da diocese de São Sebastião do RJ. Irmão de Joaquim Maria de Lacerda


 

 

D. Pedro Maria de Lacerda
IX Bispo do Rio de Janeiro
MDCCCLXIX (1869)
MDCCCXC (1890)

Essas datas indicam seu período de serviço episcopal.

Sobre a origem da imagem: parece ser uma fotografia de um quadro pintado, provavelmente localizado em alguma instituição religiosa, museu ou arquivo histórico ligado à Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde costumam manter retratos dos seus antigos bispos.

Você quer que eu procure de onde exatamente veio essa foto?

 

Retrato do Bispo

 

https://estacaocapixaba.com.br/d-pedro-maria-de-lacerda-biobibliografia/
 c/c https://archive.li/NPZO5

 Dom Pedro Maria de Lacerda (1830-1890), o Conde de Santa Fé, foi o Bispo do Rio de Janeiro entre 1869 a 1890.

Filho do Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda e D. Camila Leonor Pontes de Lacerda, cuidaram desde cedo de sua educação que sempre demonstrou interesse a religião e dedicou-se desde a mais tenra infância ao estudo das letras divinas e humanas.

Foi Enviado para o Colégio do Caraça, dirigido pelos Padres da Congregação da Missão de S. Vicente de Paulo, onde entrou na vida sacerdotal. Se doutorou em Sacra Teologia na Universidade do Colégio Romano em 3 de setembro de 1849. Nomeado Bispo do Rio de Janeiro em 1 de fevereiro de 1868, ouvindo o parecer de D. Antônio Ferreira Viçoso, seu professor e conselheiro.

Adepto do Ultramontanismo, tratou de reformar o clero e as ordens regulares, e protegeu de modo particular as congregações religiosas observantes, que nele achavam o melhor dos amigos, como os Padres Salesianos, por ele estabelecidos em Niterói, os Jesuítas e a Ordem de São Vicente de Paulo

Tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, onde teve o ensejo de usar da palavra algumas vezes em defesa dos direitos da Igreja. Fez visita ad limina em 1877, presidindo uma peregrinação brasileira a Lourdes e a Roma. Tinha uma veneração particular por Pio IX, a quem conheceu desde sua primeira viagem à Europa em 1848.

O Bispo era duramente criticado pela impressa, por sua oposição a presença da Maçonaria na Igreja, foi um dos protagonistas da Questão Religiosa ou Questão Maçônica.

Capelão Mor da Casa Imperial, batizou os Príncipes, filhos da Princesa Imperial Isabel e dera a 1ª Comunhão ao Príncipe do Grão Pará, em Petrópolis, em 1888.

Por ocasião da promulgação da lei de 13 de maio desse ano, que extinguira a escravidão no Brasil, fora agraciado pela Redentora com o título de Conde de Santa Fé por seu apoio a causa abolicionista. Participou da grande reunião dos Bispos do Brasil na Casa da Princesa Isabel em Laranjeiras, onde declararam o apoio da Igreja ao Terceiro Reinado.

Durante o auge da campanha abolicionista da década 1880, Dom Pedro de Lacerda exaltava publicamente aqueles que compravam cartas de alforria aos escravos: "Provemos de aplausos a quem da a alforria, nascidos de um coração ansioso de ver a liberdade, refulgir mais e mais entre os homens a sombra da Cruz"

Com a Proclamação da República em 1889, Dom Lacerda teria tentado convencer Deodoro da Fonseca a abandonar a Maçonaria, porém sem sucesso. Faleceu pouco tempo depois em 1890. Fonte:Breve história da Igreja no Brasil - Página 134. / D. Pedro Maria de Lacerda: último bispo do Rio de Janeiro no império

BrazilImperiu/photos/dom-pedro-maria-de-lacerda-1830-1890-o-conde-de-santa-fé-foi-o-bispo-do-rio-de-j/925311386285742/
 

Pedro Maria de Lacerda, primeiro e único Conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo da diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro por mais de vinte anos.

Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo.

Dom Pedro foi confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por (bula) de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo. Foi sagrado na Catedral Basílica de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na catedral em 1 de março de 1869.

Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888.

Era um dos adeptos do ultramontanismo[1].

Foi o último Bispo Capelão Mór, tomou parte no Concílio Vaticano I em Roma, e assistiu à queda do império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889).

Encontra-se sepultado no interior do Palácio da Conceição. 

 Fontes:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Maria_de_Lacerda

https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/

https://archive.li/A5c6s 

https://archive.li/yqcps

https://www.blogger.com/blog/post/edit/preview/2440002276847656293/2072540434845636679 



https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/blace.html

 

 

Síndrome do Salvador e as mágoas.

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