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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

presente pra você que procura, pelo em ovo. Fernando Pessoa!

 

 https://www.facebook.com/reel/1365923792292575 

presente pra você que procura, pelo em ovo,  

 http://arquivopessoa.net/textos/4167

Lógica Platônica

http://arquivopessoa.net/textos/2727 

 http://arquivopessoa.net/textos/2854

 Fernando Pessoa

Sabem todos que a dialéctica platónica...(http://arquivopessoa.net/textos/2727 )

Sabem todos que a dialéctica platónica decompõe o movimento do raciocínio em três tempos sucessivos — a tese, a antítese, e a síntese. O mesmo íntimo critério preside ao movimento da ode grega, ou de toda ode — a estrofe, em que se determina a ideia; a antístrofe, em que se Ihe opõe a ideia contrária, que a própria posição daquela exige; o epodo, em que se conciliam as duas. Nem sempre assim era na realização da ode; sempre assim deveria ser.

Toda opinião é uma tese, e o mundo, à falta de verdades, está cheio de opiniões. Mas a cada opinião compete uma contra‑opinião, seja crítica da primeira, seja complemento dela. Na realidade do pensamento humano, essencialmente flutuante e incerto, tanto a opinião primária, como a que Ihe é oposta, são em si mesmas instáveis; não há síntese, pois, nas coisas da certeza, senão tese e antítese apenas. Só os Deuses, talvez, poderão sintetizar.

A estes escritos chamo antíteses porque representam, em sua íntima substância, contra‑opiniões, desmascaramentos, desilusão. À certeza com que cada um pensa o que julga que pensa convém opor a certeza com que se pode pensar o contrário, com que se consegue tornar lógico o absurdo [...]

 http://arquivopessoa.net/textos/1767

Fernando Pessoa

1. A única realidade social é o indivíduo,

1. A única realidade social é o indivíduo, por isso mesmo que ele é a única realidade. O conceito de sociedade é um puro conceito; o de humanidade uma simples ideia. Só o indivíduo vive, só o indivíduo pensa e sente.

 

 

Meu entendimento: Não existe nada fora. 

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aqui psicologia, mas junto com cultura,  Fernando Pessoa não tinha dupla personalidade. 

Um dos iniciados da Humanidade. Um Gênio.

E não como você analisou: -  um "doido" 

 ============================ 

Amei outro semelhante com o vídeo do Filósofo:.( roubei teu exemplo, porque não sei onde está o vídeo, entendi sim você é crânio mas não é Genio é assim, vários livros, mas não chega aos pés do escritor, outro que me impressionou quando comecei a buscar mais foi Oscar Wild com mais de 60 livros, inclusive literatura infantil, só que não teve transcrição para o Português, este era genial, também, psicologia profunda, como é que estes caras sentiam isto?)

Questão.

Shackespeare usava drogas, um aluno fala, eu uso também.

A questão é que você sempre vai ser um maconheiro surfistinha.

E Shackespeare será sempre ele. Um gênio. 

============================ 

Fernando Pessoa não utilizava simples pseudônimos, mas sim heterônimos, que eram personalidades literárias completas com biografias, estilos e visões de mundo próprias.
Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são: 
  • Alberto Caeiro: Poeta da natureza e das sensações puras, considerado o "mestre" de vários outros heterônimos.
  • Álvaro de Campos: Engenheiro naval modernista e futurista, cuja poesia reflete a agitação e a melancolia da vida urbana.
  • Ricardo Reis: Médico com estilo neo-clássico e influências da cultura greco-latina.
  • Bernardo Soares: Ajudante de guarda-livros em Lisboa, classificado como semi-heterônimo, autor do célebre Livro do Desassossego. 
Pessoa também assinou algumas obras em inglês com nomes como Alexander Search e usou raros pseudônimos ao longo da vida. 
Se quiser aprofundar, posso detalhar:
  • A diferença exata entre pseudônimo e heterônimo
  • As fases literárias de Álvaro de Campos
  • As principais obras de cada um deles

 

Álvaro de Campos

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Sentir tudo ele todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente

Porque todas as coisas são, em verdade excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,

Quanto mais personalidades eu tiver,

Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

Estiver, sentir, viver, for,

Mais possuirei a existência total do universo,

Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,

Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

E fora d'EIe há só EIe, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,

Cada alma é um corredor-Universo para Deus,

Cada alma é um rio correndo por margens de Externo

Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos

Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho

E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!

Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande.

As coisas, ele braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos

Que as vê como vagos vultos nocturnos na noite negra.

Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.

Todo o Mundo com a sua forma visível do costume,

Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso.

Escuto-o. e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! Ó Terra, jardim suspenso, berço

Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!

Mãe verde e florida todos os anos recente,

Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal

Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adónis

Num rito anterior a todas as significações,

Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!

Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,

Grande voz acordando em cataratas e mares,

Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,

Em cio de vegetação e florescência rompendo

Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso

À tua própria vontade transtornadora e eterna!

Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,

Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,

Mãe caprichosa que faz vegetar e secar.

Que perturba as próprias estações e confunde

Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu   sou um hino!

Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica íntima

Volteia serpenteando ficando como um anel

Nevoento, de sensações reminiscidas e vagas,

Em torno ao teu vulto interno túrgido e fervoroso.

Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente

Meu coração a ti aberto!

Como uma espada trespassando meu ser erguido e extático,

Intersecciona com o meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,

Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre.

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito

Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,

A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une

E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim

Não passem de mim, não quebrem meu ser, não partam meu corpo,

Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira

Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,

Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.

Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,

No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo

Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos

Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,

Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo

De chamas explosivas buscando Deus e queimando

A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,

A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias

De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,

O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,

E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito

Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,

Cruzando-se em todas as direcções com outros volantes,

Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço

Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chão

Todos os movimentos que compõem o universo,

A fúria minuciosa e (...) dos átomos

A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,

A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

E a chuva como pedras atiradas de catapultas

De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio

De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.

Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia. sacode,

Freme, treme, espuma, venta, viola, explode.

Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,

Se com todo o meu corpo todo o universo e a vida,

Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes ,

Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos

Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!

s.d.

Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.

 - 34.

1ª versão: Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. (Nota editorial e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1944.



 

domingo, 27 de setembro de 2026

Fernando Pessoa, Cancioneiro,/ Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. / Álvaro de Campos heteronônio de Fernando Pessoa

 http://www.jornaldepoesia.jor.br/fpessoa147.html

 http://arquivopessoa.net/textos/4167

1 - Em todo o momento de atividade mental acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao mesmo tempo que tempos consciência dum estado de alma, temos diante de nós, impressionando-nos os sentidos que estão virados para o exterior, uma paisagem qualquer, entendendo por paisagem, para conveniência de frases, tudo o que forma o mundoexterior num determinado momento da nossa percepção.
2 - Todo o estado de alma é uma passagem. Isto é, todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem. Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito. E - mesmo que se não queira admitir que todo o estado de alma é uma paisagem - pode ao menos admitir-se que todo o estado de alma se pode representar por uma paisagem. Se eu disser "Há sol nos meus pensamentos", ninguém compreenderá que os meus pensamentos são tristes.
3 - Assim, tendo nós, ao mesmo tempo, consciência do exterior e do nosso espírito, e sendo o nosso espírito uma paisagem, tempos ao mesmo tempo consciência de duas paisagens. Ora, essas paisagens fundem-se, interpenetram-se, de modo que o nosso estado de alma, seja ele qual for, sofre um pouco da paisagem que estamos vendo - num dia de sol uma alma triste não pode estar tão triste como num dia de chuva - e, também, a paisagem exterior sofre do nosso estado de alma - é de todos os tempos dizer-se, sobretudo em verso, coisas como que "na ausência da amada o sol não brilha", e outras coisas assim. De maneira que a arte que queira representar bem a realidade terá de a dar através duma representação simultânea da paisagem interior e da paisagem exterior. Resulta que terá de tentar dar uma intersecçãode duas paisagens. Tem de ser duas paisagens, mas pode ser - não se querendo admitir que um estado de alma é uma paisagem - que se queira simplesmente interseccionar um estado de alma (puro e simples sentimento) com a paisagem exterior.

 ia

Fernando Pessoa não utilizava simples pseudônimos, mas sim heterônimos, que eram personalidades literárias completas com biografias, estilos e visões de mundo próprias.
Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são: 
  • Alberto Caeiro: Poeta da natureza e das sensações puras, considerado o "mestre" de vários outros heterônimos.
  • Álvaro de Campos: Engenheiro naval modernista e futurista, cuja poesia reflete a agitação e a melancolia da vida urbana.
  • Ricardo Reis: Médico com estilo neo-clássico e influências da cultura greco-latina.
  • Bernardo Soares: Ajudante de guarda-livros em Lisboa, classificado como semi-heterônimo, autor do célebre Livro do Desassossego. 
Pessoa também assinou algumas obras em inglês com nomes como Alexander Search e usou raros pseudônimos ao longo da vida. 
Se quiser aprofundar, posso detalhar:
  • A diferença exata entre pseudônimo e heterônimo
  • As fases literárias de Álvaro de Campos
  • As principais obras de cada um deles

 

Álvaro de Campos

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Sentir tudo ele todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente

Porque todas as coisas são, em verdade excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,

Quanto mais personalidades eu tiver,

Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

Estiver, sentir, viver, for,

Mais possuirei a existência total do universo,

Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,

Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

E fora d'EIe há só EIe, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,

Cada alma é um corredor-Universo para Deus,

Cada alma é um rio correndo por margens de Externo

Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos

Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho

E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!

Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande.

As coisas, ele braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos

Que as vê como vagos vultos nocturnos na noite negra.

Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.

Todo o Mundo com a sua forma visível do costume,

Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso.

Escuto-o. e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! Ó Terra, jardim suspenso, berço

Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!

Mãe verde e florida todos os anos recente,

Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal

Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adónis

Num rito anterior a todas as significações,

Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!

Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,

Grande voz acordando em cataratas e mares,

Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,

Em cio de vegetação e florescência rompendo

Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso

À tua própria vontade transtornadora e eterna!

Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,

Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,

Mãe caprichosa que faz vegetar e secar.

Que perturba as próprias estações e confunde

Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu   sou um hino!

Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica íntima

Volteia serpenteando ficando como um anel

Nevoento, de sensações reminiscidas e vagas,

Em torno ao teu vulto interno túrgido e fervoroso.

Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente

Meu coração a ti aberto!

Como uma espada trespassando meu ser erguido e extático,

Intersecciona com o meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,

Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre.

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito

Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,

A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une

E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim

Não passem de mim, não quebrem meu ser, não partam meu corpo,

Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira

Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,

Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.

Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,

No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo

Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos

Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,

Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo

De chamas explosivas buscando Deus e queimando

A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,

A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias

De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,

O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,

E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito

Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,

Cruzando-se em todas as direcções com outros volantes,

Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço

Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chão

Todos os movimentos que compõem o universo,

A fúria minuciosa e (...) dos átomos

A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,

A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

E a chuva como pedras atiradas de catapultas

De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio

De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.

Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia. sacode,

Freme, treme, espuma, venta, viola, explode.

Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,

Se com todo o meu corpo todo o universo e a vida,

Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes ,

Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos

Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!

s.d.

Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.

 - 34.

1ª versão: Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. (Nota editorial e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1944.



segunda-feira, 4 de maio de 2026

Mário Alberto Nobre Lopes Soares/ http://casacomum.org/cc/visualizador.php?pasta=11007.003 / http://casacomum.org/cc/pesqArquivo.php?termo=Fernando+Pessoa

 
http://casacomum.org/cc/visualizador.php?pasta=11007.003

 https://www.facebook.com/reel/724174760686408

Pasta: 11007.003
Título: Discurso de Costa Gomes no início dos trabalhos que conduziriam ao Acordo do Alvor
Assunto: Discurso de Francisco da Costa Gomes, Presidente da República portuguesa, no início dos trabalhos de que resultaria o Acordo do Alvor, entre o Estado Português e os três movimentos de libertação de Angola
Data: Sexta, 10 de Janeiro de 1975
Fundo: António Arnao Metello
Tipo Documental: Documentos
Direitos:
A publicação, total ou parcial, deste documento exige prévia autorização da entidade detentora.

    António Arnao Metello
        02. Portugal
            02. Descolonização/Cooperação
                Angola


Citar Documento
11007.003- pag.1


http://casacomum.org/cc/visualizador.php?pasta=11007.003


Mário Alberto Nobre Lopes Soares
(1924–2017)        9 de março de 1986    9 de março de 1996    
1986
1991
         Socialista
Segundo presidente da República eleito democraticamente por sufrágio universal após o 25 de Abril de 1974, em 1986 e reeleito em 1991. Primeiro presidente da República civil desde 1926. X Governo Constitucional de Cavaco Silva. Após moção de censura aprovada pela Assembleia da República, Soares dissolve o Parlamento. Eleições legislativas de 1987. XI Governo Constitucional de Cavaco Silva. Revisão Constitucional em 1989. Eleições legislativas de 1991. XII Governo Constitucional de Cavaco Silva. Adesão ao Tratado de Maastricht. Revisão Constitucional em 1992. Eleições legislativas de 1995. XIII Governo Constitucional de António Guterres.

http://casacomum.org/cc/visualizador.php?pasta=11007.003


terça-feira, 29 de abril de 2025

Quando não se sabe o propósito desconfie faça você busque, você porque cada um que vai quer eliminar ao outro. As pessoas buscam em você uma forma de te iliminar.

  Quando não se sabe o propósito desonfie faça você busque você porque cada um que vai quer eliminar ao outro.

 

Quando un altro ti biasima o ti odia, o quando la gente si esprime sul tuo conto in questi termini, volgiti alle loro anime, penetra all'interno di esse e guarda che genere di uomini sono. Vedrai che non devi darti pena perché abbiano di te una determinata opinione...
Marco Aurelio, Ricordi.
Quando outro te culpar ou te odeia, ou quando a gente se expressa em sua conta nesses termos, volta às suas almas, penetra dentro delas e olha que tipo de homens são. Vai ver que não tem que te dar pena porque eles têm de você uma determinada opinião...
Passado Hoje pelo Professor Italiano da Universidade de Sapienza Italia.
Com certeza eles não sabem o que dizem visto que foi fundada em 1303 !!!!!
Faça, porque quem critica em real ela não sabe:
 
Quando outro te culpar ou te odeia, ou quando a gente se expressa em sua conta nesses termos, volta às suas almas, penetra dentro delas e olha que tipo de homens são. Vai ver que não tem que te dar pena porque eles têm de você uma determinada opinião... Passado Hoje pelo Professor Italiano da Universidade de Sapienza Italia. Com certeza eles não sabem o que dizem visto que foi fundada em 1303 !!!!! Marco Aurélio, lembre-se.

Marco Aurélio, lembre-se.

Tirado de onde o documento 

https://www.wdl.org/pt/item/3600/view/1/18/

Feito onde: https://clipartxtras.com/online-image-editor/



Folha do Caderno de Fernando Pessoa anotado De Profundis de Oscar Wilde.

Poesia Romantica

 

isso ai embaixo a poesia exemplifica. Não repasse tem direitos autorais é de um Professor aposentado da Sorbonne, com cátedra na Sapienza Italia.
 
 
 
O dever que já se dispersa
O conto de fadas linda que ainda nos ilude
- meu amor-que no tempo se esvazia
E vira a roda em um círculo perfeito
Que nunca nos inclui e na verdade nos exclui
E então que fica nessa sombra de sol
Se não o teu imperfeito silêncio, a tua
Solidão amarga, o sentido impotente
Do nada que avança, o pálido rosto
De um amor perdido, um pequeno quarto
Onde ainda cultive uma raiva que mata
Somente a tua vontade de um mundo diferente
A única esperança que, no final, permanece...
(pelo menos esse último rumo... a me dizer que eu vivo...)
Onde ainda cultive uma raiva que mata
S
omente a tua vontade de um mundo diferente
A única esperança que, no final, permanece...
(pelo menos esse último rumo... a me dizer que eu vivo...) IZ
 
09 de março de 2019 Sapienza Italia Roma.
 
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"Os sonhos geralmente traem, enganam, as vezes matam.
Mas você não pode viver sem sonhar.
Não adianta nada. Sem substância. Sonho!
Basta olhar para a fuga de fogo dos seus sonhos.
Então ' Re.- e qual é a saída de emergência?
Nada é na vida tudo!!!"copyright - © Kate Koos
Com direitos autorais não repasse.
Obrigada Kate!
ela escreve bem recebido dela
 
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E esse amor mais humano (que se fará infinitamente atento e ligeiro, e bom e claro no amarrar e derreter) será ao que nós lutando e com esforço vamos preparando, pois o amor consiste nisso: que dois solidões se protejam, se definir E se despedirem uns aos outros.
Rainer Maria Rilke, letras a um jovem poeta
 
 
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Você vai responder de qualquer forma por todos seus atos.". A parte de maldade que recai sobre os outros é mínima e leve: a pior e, por assim dizer, mais pesada, permanece e oprime o malvado; o nosso átalo muitas vezes dizia: " a própria iniqüidade bebe a maior parte do próprio veneno." Esse veneno letal para os outros, mas inofensivo a eles mesmos que as cobras emitem não se parece com isso: isso é prejudicial mesmo para quem o possui."
Seneca, letras em lucilio, x, 81. 09 de março de 2019 Sapienza Italia Roma.
 
 
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“Para onde vão os trens, meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti.”
.
.
Hilda Hilst.
Essa é fundamental o trem se move, mas e você caminha?
 
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Eu sou como uma rocha plantada em uma seca, que os ondas assombra incessantemente por todas as partes sem, no entanto, conseguir aja-los ou a lâmina-los com os seus ataques contínuos no longo curso dos séculos. Saltatemi-me, larguem-me toda a vossa fúria: vou vencer-vos sopportandovi. [...] eu que olho para as coisas de cima, vejo que tempestades vos superam, prontas a vomitar sobre vós a sua acumulação escura, ou, tensoes ainda mais Próximas, eles já estão prestes a travolgervi-lo com todos os seus pertences. O que é que eu digo? Já neste momento, por pouco que o ouçam, um turbinas faz girar as vossas almas, que tentam fugir e, no entanto, continuam a desejar esses mesmos vani prazeres, e agora as levanta para o céu, agora as atira no abismo.."
Seneca, De vita beata.
 
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Sim quando se está pronto a resposta vai chegando como a um abraço!
É Święta Maria" O significado da forma hebraica de João é "Deus é propício", "Deus Mostrou Favor", "Deus Foi
Clemente", "Deus é misericórdia" ou "Graça Divina"."se até Cristo nascesse mil vezes em Belém e não em você, você estaria perdido para a eternidade"Angelus Silesius (1624-77) 
 
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Quem Sabe?...Ao Ângelo
Queria tanto saber por que sou Eu!
Quem me enjeitou neste caminho escuro?
Queria tanto saber por que seguro
Nas minhas mãos o bem que não é meu!
Quem me dirá se, lá no alto, o céu
Também é para o mau, para o perjuro?
Para onde vai a alma que morreu?
Queria encontrar Deus! Tanto o procuro!
A estrada de Damasco, o meu caminho,
O meu bordão de estrelas de ceguinho,
Água da fonte de que estou sedenta!
Quem sabe se este anseio de Eternidade,
A tropeçar na sombra, é a Verdade,
É já a mão de Deus que me acalenta?
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
De alma em alma (Últimos Sonetos)
 
  ==============================================================================
 
 
por Cruz e Sousa
Ultimos Sonetos.pdf
Tu andas de alma em alma errando, errando,
Como de santuario em santuario.
És o secréto e mystico templario
As almas, em silencio, contemplando.
Não sei que de harpas ha em ti vibrando,
Que sons de peregrino estradivário,
Que lembras reverencias de sacrario
E de vózes celestes murmurando.
Mas sei que de alma em alma andas perdido,
Atraz de um bello mundo indefinido
De Silencio, de Amor, de Maravilha.
Vae! Sonhador das nobres reverencias!
A alma da Fé tem d'essas florescencias,
Mesmo da Morte resuscita e brilha!
 
 ==============================================================================  
 
Hilário a sincronia perfeita acordei pra baixo, meu filho foi dormir e fica escutando na tv bob esponja e ele estava cantando essa musica, ainda bem que foi rápido, só tomar uma vitamina e levantou o defunto. kkkk!
A música é "persona" .
 
 
minha músicaaaaaaaaaaaaaaaa! Persona Soul! Aria Of Soul
Personalidade Ária para uma Alma!
 
 https://www.youtube.com/watch?v=Eh3FgVv24-0
https://www.youtube.com/watch?v=Eh3FgVv24-0
 
 
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Domingos Rodrigues Annes Baganha (1847–1911)

   Domingos Rodrigues Annes Baganha, nasceu em Alcacer do Sal· a 20 de Fevereiro de .1847, filho dos professores de instru<:ção primfuia ...