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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Trajes Uniformes o Exército Português

 aqui de Gustavo Barroso

https://archive.org/details/coracao-de-menino-gustavo-barroso_202509/Hist%C3%B3ria%20Militar%20do%20Brasil%20%5B1938%5D%20-%20Gustavo%20Barroso/page/15/mode/1up?q=%22Uniformes+do+Ex%C3%A9rcito+Portugu%C3%AAs%22

 

 https://archive.org/details/001148523-historia-militar-brasil_202511/page/29/mode/thumb?q=%22Uniformes+do+Ex%C3%A9rcito+Portugu%C3%AAs%22

aquarelas do Coronel Ribeiro Arthur

 

Visão geral criada por IA
Por volta de 1750, durante o final do reinado de D. João V e o início do de D. José I, os trajes e uniformes do Exército Português ainda não possuíam a padronização rigorosa que viria anos mais tarde. A indumentária militar era fortemente influenciada pela moda civil barroca da época e pelas tendências das potências católicas europeias, como a França e a Espanha
A composição e as características gerais dos trajes militares portugueses nesse período dividiam-se da seguinte forma:
O Traje de Três Peças (Influência Francesa)
Seguindo a moda civil masculina da metade do século XVIII, o traje dos soldados e oficiais baseava-se em três peças fundamentais:
  • Casaca (Justacor): Um casaco comprido com abas largas, geralmente sem gola alta na época, com grandes canhões (dobras) nas mangas e fileiras de botões chamativos.
  • Véstia: Um colete comprido usado por baixo da casaca.
  • Calções: Calças curtas que iam até à zona do joel
Cores e Coberturas de Cabeça
  • Cores Variadas: Antes da grande reforma de fardamento, os regimentos utilizavam uma ampla variedade de cores. Embora o azul já começasse a ganhar força em algumas unidades de infantaria e cavalaria, era comum ver regimentos vestidos de branco, verde, amarelo e encarnado (vermelho), dependendo da região e dos recursos disponíveis de cada unidade.
  • O Tricórnio: Na cabeça, o uso do chapéu de três bicos (tricórnio) era o padrão absoluto para a maioria das tropas, frequentemente adornado com laços ou plumas. Os granadeiros, por sua vez, podiam usar barretes frontais alongados
  • Perucas e Aparência: Os oficiais e sargentos seguiam rigorosamente a estética da corte, utilizando perucas brancas empoadas e complementos de rendas ou bordados nos punhos. 
Ramos do Exército (Diferenciações Gerais)
  • Infantaria: Usava majoritariamente casacas longas (com tonalidades que variavam entre azul, branco e vermelho), calções e polainas escuras ou brancas para proteger as pernas. 
  • Cavalaria: As jaquetas eram ligeiramente mais curtas para facilitar a montaria, muitas vezes acompanhadas por calças ou proteções de couro amarelo. 
  • Oficiais Graduados: Distinguiam-se pelo luxo dos tecidos (como veludo ou seda), pelo uso de dragonas, galões dourados ou prateados, esporas de prata e espadas finas de gala. 
A Transição Histórica
O cenário de "anarquia visual" e a falta de matéria-prima faziam com que o exército parecesse desalinhado no campo de batalha. Esse modelo de trajes coloridos e fragmentados operou até a Guerra Fantástica (1762).
Logo em seguida, em 1764, sob o comando do Conde de Lippe, Portugal implementou o seu primeiro plano oficial de uniformes regulamentados. Foi a partir desse decreto que o Exército adotou permanentemente o famoso azul-ferrete como cor base padrão e o corte mais ajustado de influência prussiana, extinguindo os antigos trajes baseados na moda civil de 1750
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https://app.docvirt.com/mhn/pageid/2280

coleção Uniformes Militares - BNDigital
BNDigital
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O acervo do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional referente a Coleção Iconográfica Uniformes Militares o destaque fica, sem dúvida, para as aquarelas de .
https://bndigital.bn.gov.br/dossies/guerra-do-paraguai/os-acervos/a-colecao-uniformes-militares/


O acervo do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional referente a Coleção Iconográfica Uniformes Militares o destaque fica, sem dúvida, para as aquarelas de José Wasth Rodrigues. Como resultado da bem sucedida parceria com Gustavo Barroso, o projeto acerca dos uniformes militares resultou numa magnífica obra intitulada por Uniformes do Exército Brasileiro, 1730-1922, composta por 228 (duzentas e vinte e oito) aquarelas de José Wasth Rodrigues e texto de Gustavo Barroso, sendo em 1922, publicada em Paris e em edição especial para o Ministério da Guerra como obra comemorativa do centenário da Independência do Brasil. Todavia, esta fora uma ocasião mui especial para ambos, logo, nutriam um extraordinário zelo em favor de todo o brilhantismo resultante do empenho e da virtuosidade das forças armadas, considerados elementos propulsores de todo o processo constitutivo da nação brasileira, sobretudo no período pós-Independência.
 

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