Carlos Augusto Pereira Basto
Carlos Basto nascera em 1843 (6 de Fevereiro), tendo
já portanto 27 anos. Casara-se em 1865 (com 22 anos) e nesse
ano de 1870 já todos os seus três filhos tinham nascido.
C. Basto é filho de Nuno José Peixoto Basto (1804-73) e
de Margarida Angélica de Carvalho Basto. Tem um único
irmão: Nuno José Pereira Basto, nascido em 1834. Seu pai
foi negociante matriculado .
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13 resultados para Carlos Augusto Pereira Basto
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através de
José Jorge Loureiro e ou José Jorge Loureira.
filho de Domingos Gomes Loureiro, (https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/download/45868/30930/218562) negociante de Lisboa, e de sua mulher Ana Isabel Joaquina Ferreira
Os Diários de Carlos Augusto Pereira Basto compõem um acervo documental composto por 263 volumes escritos meticulosamente ao longo de 45 anos, entre 1 de abril de 1870 e 1915.
O autor, Carlos Augusto Pereira Basto, foi um membro destacado da burguesia e elite financeira luso-brasileira. Ele era genro (ou sua filha Maria Antonina Bessone Basto era neta) do Visconde de Bessone, figura proeminente ligada à alta finança liberal, ao comércio e à construção da famosa Quinta do Relógio em Sintra.
Principais Características dos Diários
- Registro do Quotidiano: Iniciados sem que o autor detalhasse explicitamente os seus motivos, os diários registram de forma metódica o dia a dia de um burguês do final do século XIX e início do século XX. [1]
- Importância Histórica: O espólio serve como um retrato profundo da estrutura familiar, geracional, política e econômica da época. [1]
- Estudo e Análise: O impacto e a relevância desse material foram analisados detalhadamente pelo historiador Fernando Marques da Costa em seu influente ensaio científico "Aspectos da vida de um burguês (1870-1915)", publicado originalmente na revista Análise Social em 1980.
Além do valor histórico de suas memórias diárias, Carlos Augusto Pereira Basto também colaborou ativamente com a preservação cultural, tendo inclusive seu trabalho voluntário formalmente agradecido pela Biblioteca Nacional de Lisboa no início do século XX por restaurar manuscritos danificados.