domingo, 27 de abril de 2025

Dom Frei Inocêncio Engelke, OFM 11 de março de 1881 — ✞ 16 de junho de 1960

 

 

Dom Frei Inocêncio Engelke, OFM  11 de março de 1881  ✞  16 de junho de 1960.

 

 


 


http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/blumenau%20em%20cadernos/1960/BLU1960001_jan.pdf
 D. Inocêncio Engelke, natural de Joinville, foi o primeiro brasileiro do sul
a ingressar na província franciscana da Imaculada Conceição, depois da
sua reestruturação. É o atual bispo de Campanha, em Minas Gerais.

 

O primeiro, Dom Inocêncio Engelke, que ainda agora, arcado ao peso dos anos e das
enfermidades, dirige os destinos do bispado de Campanha, em Minas Gerais, não é, pro-
priamente, filho do Vale do Itajaí. Nasceu em Joinville, a 11 de março de 1881 . Está, entre-
tanto, ligado a Blumenau porque para cá veio ainda criança, em companhia de seu pai,
Guilherme Engelke, que se estabelecera em Salto Weissbach e que, por mais de um ano,
ocupou o pôsto de chefe do executivo muni-cipal, como presidente da câmara de vereado-
res. Recebendo, na pia batismal, o nome de Francisco, o futuro Dom Inocêncio fêz os es-
tudos primários e secundários no COlégio Seráfico de Blumenau, ao fim dos quais, resol-
vido a incorporar-se às hostes dos frades menores, recebeu o hábito a 13 de março de 1898.
Há nêsse fato, uma circunstância digna de ser registrada: foi êle o primeiro brasileiro do
sul que entrou para a Ordem franciscana. Feitas as profissões simples e solene, aquela em
1899 e a última em 1902, foi ordenado sacerdote a 31 de janeiro de 1907.
Depois de um período como reitor da Escola Gratuita S . José, de Petrópolis, passou a
g uardião do convento de Curitiba, onde permaneceu seis anos e onde o foi encontrar a
s ua elei çã o para bispo auxiliar de Campanha. Foi sagrado a 4 de julho de 1924 . Com a
morte do titular, Dom João de Almeida Ferrão, D . Inocêncio tornou-se bispo efetivo a
25 de janeiro de 1935.
Seria ferir a modéstia, em que prima por viver, aludir às obras de D . Inocêncio à fren-
te da sua diocese. Para avaliar-se , entretanto, quanto Deus abençoou os esforços dêsse
bispo no setor das vocações sacerdotais, os seus sacrifícios auxiliando pais pobres na edu-
cação de seus filhos com tendência para a vida religiosa, basta dizer-se que as 54 paró-
quias, de que se compõe a diocese de Campanha, tôdas elas estão providas de párocos, fi-
. '. . lhos da própria diocese, privilégio de que, pa, rece nenhuma outra no Brasil se pode orguarlhar'.
D. Inocêncio te ve a ventura de festejar em a que esta IIga~o pelo naSClmen- 1957 o seu cinqüentenário de sacerdócio e em to e pelo coraçao. 1949, as bodas de prata episcopais, tendo, há
* * * dois anos atrás, comemorado 60 anos de vida franciscana .

 Fonte:

http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/blumenau%20em%20cadernos/1960/BLU1960001_jan.pdf 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Engelke#Refer%C3%AAncias 

c/c https://archive.li/0gkNV

sábado, 26 de abril de 2025

João Pereira de Lacerda Lendas da India por Gaspar Correa tomo.2

não desenvolvi nada somente peguei por curiosidade já que estava na onda da vez e vi uma pessoa buscando com este sobrenome.

Espero que encontre.😉 e se você leu tudo que bom aprendeu alguma coisa, e descobriu de quem eu falei.

 

Ouve dclcnça no corregimenlo dos unuios do ealrello, e cem outras ncupaçQes, em que se foy gastando o lempo alé o tnís dc janeiro cie 1 j 13, que mandou sayr 'armada pera fóra do rio, fazendo recolher nos nauios repartidos os canaris e malauares polos nauios e naos, muyío en¬ comendando aos capitães que llie fizessem Imm trato, que erão gentes qne nunqua andarão era embarcações. Tendo toda a genle recolhida, cha¬ mou lodos os capilães, e lhe pedio rol de Ioda a genle que liuhão; em que se acharão mil e oitocentos homens porluguezes cora a gente do mar, e mil canaris e malauares, e passanle do mil escrauos, homens que na guerra ajudauão a seus senhores; com que o Goucrnador muylo folgaua, porque se hum homem caya ferido o seu escrauo o aleuantaua e le¬ na u a ás cosias , e os descmbarcauão e embarcauão, e leuauão o comer e agoa, e ajudauão a Seu ar as armas. Os capilães d'armada forão estes, a saber; Vicente d’Alboquerque, sobrinho do Gouernador, por capilão da sua nao Vazará; dom Gracia de Noronha, que depois foy \ isorey da Índia ’ e Lopo Vu de SâiDp^ayo, que bmbem foy Gauernador da (ndia, como em seu tempo djrey; Diogo Fernandes do Bqja, Ayrcs da Silua, Si mão d' And rodo, FernSo Gomes de Lemos, Pero d'Atboquerque, Fero dc Faria, todos capitães de naos grandes; Duarlc do Mello, Antonio Raposo, Jorge de Ikilo, Pero Ferreira, Aluaro de Graslo, Anlio Nogueira, Aluaro d ALayde, Nuno ^HarLíns Raposo, lodos uauelas pequenas; João de Jlcira, João Pereira de Lacerda, Femão de Resende, Francisco Perei¬ ra, Artor de Craslo, caraucllas, Ires redondas e duas latinas; Siluestre Corço, Natalim de llacliara, homens estrangeiros que este anno ElRey inandára pera andarem cm galés, e Jeronytno de Sousa, em galés; e Pero de Badiam, seu irmão d’eljes, capitão de hum bargantym ; e Manuel da Cosia, íeilor d'armada, capitão de huma galcota; Fernandeanes capitão de hum calur que hia amarrado por popa da capilaina; que todas forão vinte e sele velas, afora o calur.

Os quaes capitães, c fidalgos outros rouylo honrados que auia n’ârmada, o Goucrnador ajuntou a conselho no sua nao, ante os quaes, com 0 sacrelario presente, n que mondou o Goueruador que fizesse auto, por¬ que lhe auio de dar eslorroenlo, sendo assy juntos, o Gouernador fatiou, dizendo: «r ^nhores capiLães, c nobres fidalgos, que scruis ElRey nos-« «so senhor com as pessoas e riscos da vida; compre ao seruiço de n fl Deos e de Sua Alteza que o siruaes com vossos Lons conselhos, e do » «que eu disser vossos pareceres me darfis per vossos assinados.

 

https://archive.org/details/in.gov.ignca.14105/page/n415/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22

Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, Rio de Janeiro, a 9 de novembro de 1808, ✞ 1 de janeiro de 1864 cc Camila Leonor Pontes

 


 

Tenente: 

https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=339946&pagfis=262

JOÃO MARIA PEREIRA DE LACERDA, nasceu na freguezia da Candelaria, da cidade do Rio de Janeiro, a 9 de novembro de 1808, filho legitimo de Joaquim Antonio de Lacerda (1778 ✞ ?), natural da freguezia de Tarouquella, no Douro; e de D. María Clara Pereira de Lacerda (1784 - ✞ 1858), natural do Rio de Janeiro; sendo seus avós paternos Joäo Bernardo Pereira de Vasconcellos (1738+-), antigo coronel de ordenanças do concelho de Sinfães, comarca de Lamego, e D. Joaquina Felizarda de Mello Alvim, ambos oriundos de Portugal; e maternos Manuel José Pereira de Araújo; D. Emerenciana Maria de Jesus, naturaes do Rio de Janeiro. Teve praça de aspirante a guarda marinha na terceira brigada a 17 de marco de 1826, e foi promovido a guarda marinha a 11 de dezembro do mesmo anno, e concluidos os estados académicos com approvaçao plena em todos os annos, embarcou em dezembro de 1827 para o brigue de guerra Pampeiro, sob o commando de Pedro Ferreira de Oliveira, que annos depois Ihe passou um atestado muito honroso, ao qual menciona que em o naufragio do dito brigue, a 18 de outubro de 1828, na barra da capital da provincia do Espirito Santo, foi preciso ordem terminante para que o guarda marinha Lacerda não arriscasse a vida para salvar alguns objectos da fazenda nacional; constando igualmente que estando o mesmo Lacerdia embarcado na fragata Thetis, que o dito Oliveira commandava, fora o primeiro a saltar ao escaler para salvar a vida de um soldado, caíndo elle proprio ao mаг quando o navio deitava nove milhas, e n'essa occasião recebeu urna grande pancada, da qual Ihe resultara doenca grave. Promovido a segundo tenente a 19 de outubro de 1828, a primeiro tenente a 7 de outubro de 1837, a capitão tenente a 7 de setembro de 1846, a capitão de fragata a 30 de dezembro de 1856, requerendo em abril de 1861 a sua reforma, que obteve no posto de capitäo de mar e guerra.
Exerceu differentes cargos e commissöes publicas: de commandante de alguns navios de guerra surtos no Rio de Janeiro; de commandante das duas companhias de artifices do arsenal de marinha n'aquella corte; de adjunto ao chefe de esquadra encarregado do quartel general de marinha, substituindo-o tambem nas suas funccöes de chefe; de inspector das obras dos navios da armada fabricados no dito arsenal; de ajudante de ordens e secretario no quartel general de marinha; de superintendente da companhia de paquetes a vapor brazileiros, etc. Fez parte, com o chefe de divisão Joaquirn Marques Lisboa e Joaquim José lgnácio, da commissâo incumbida da gerencia do asylo dos inválidos da marinha; e regeu a aula de geometría applicada ás artes no arsenal da marinha. Era official da ordem da Rosa, e cavalleiro das de Christo e Aviz, do Brazil; e da de S.Gregorio Magno, concedida pelo santo padre Pió IX, por serviços relevantes prestados á religiäo, e especialmente á congregaçäo das irmãs da caridade, das quais fora enthusiastico defensor, segundo a phrase da pessoa que forneceu os apontamentos que deixo aquí, acrescentando: «A seus esforços, principalmente, se deve o asylo das Larangeiras, dirigido pelas mesmas irmãs. As religiosas de S. Thereza devem-lhe muito pelos muitos serviços que Ihes prestou por largo tempo, que serviu de syndico. Lacerda nunca poupou trabalhos para defender religiäo, e muitas vezes em longos e bem escriptos artigos a defendeu pela imprensa, e até chegou a redigir alguns periódicos religiosos de sua creação, como foram o Popular e a Abelha, que porém não duraram muito. Os trabalhos mencionados e outros muitos a favor da igreja e do estado, e a bem da sua familia (... apesar da mediocridade de seus bens a mandar seis filhos a academias da corte e universidades fora do império), quebraram-lhe as forças, reduziram-no ao triste estado de cegueira total e o levaram ao tumulo, fallecendo a
1 de janeiro de 1864, na mesma casa onde nascera cincoenta e cinco annos e menos de dois mezes antes. Lacerda foi sempre considerado o typo do homem de bem e verdadeiro christâo de palavras e de obras, e desinteressado amigo da monarchia; sua morte foi geralmente sentida por numerosos amigos e por quantos o conheceram. A amisade e a gratidão gravaram-lhe sobre a lousa sepulchral um extenso epitaphio, o mais christão que se lê no cemitério da Ponte do Caju”. ....

Cap. de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, seus ascendentes e descendentes.
- Ele era filho de Joaquim Antonio de Lacerda (v. tópico sobre o mesmo).
- O Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda, n. 9/11/1808 - Rio de Janeiro, RJ; bat. 23/11/1808 – Rio de Janeiro, RJ (Ig. da Candelária, liv. iniciado em 1800, fl. 206v); f. 31/12/1863 ou 1/1/1864? - Rio de Janeiro, RJ (Cem. Ponta do Cajú), c. 27/4/1829 - Rio de Janeiro, RJ (Capela de São João Batista da Imperial Quinta da Boa Vista) c/ D. Camila Leonor Pontes (fª José Antônio de Pontes c.c. Mariana Joaquina “?”), n. 15/2/1803 - Lisboa, Portugal [veio para o Brasil com 5 anos]; bat. freguesia N.S. das Mercês, Lisboa, Portugal; f. 19/5/1878 - Rio de Janeiro, RJ (Cem. São Francisco Xavier).
- João Maria Pereira de Lacerda e D.
Camila Leonor Pontes (1803 ✞ 1878) filha de José António de Pontes (1775 ✞ 1803?) e Mariana Joaquina Pontes ou Maria Joaquina Pontes,  e tiveram, pelo menos, os filhos: Luiz Maria Gonzaga de Lacerda, D. Pedro Maria de Lacerda (bispo no RJ, Conde de Santa Fé), Vicente Maria de Paula Lacerda, Joaquim Maria de Lacerda, João ..., Paulo ..., Maria Encarnação (freira carmelita), Maria Thereza, Maria Filomena (falecida aos 4 meses), Manoel ..., todos, ao que nos consta, nascidos no Rio de Janeiro.

 https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/

https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/ 

https://archive.org/details/veritas1119unse/page/56/mode/2up?q=%22Camilla+Leonor+Pontes%22 

https://archive.org/details/diccionariobibl06blakgoog/mode/2up?q=%22Camilla+Leonor+Pontes%22

https://archive.li/yqcps

Manuel José Pereira de Araujo cc Casamento com Emerenciana Maria de Jesus 1784 nascimento da filha 1784 Maria Clara Pereira solt. Maria Clara Pereira de Lacerda

 


 D. Maria Rafaela Pereira de Vasconcelos de Melo e Alvim, sua parente por estes Pereiras, e por Caldeiras, filha de João
Bernardo Pereira de Vasconcelos e de D. Joaquina Felizarda de Melo e Alvim, sua mulher, Senhores da Quinta e 

Morgado da Porta.

 

não entendi:

04.08.1778. Foram seus padrinhos Francisco de Lacerda Pereira de
Vasconcelos, Sargento-Mor de Cinfães e a filha deste, D. Maria Rosa
de Lacerda Pinto de Vasconcelos, mulher de Diogo da Silveira Pereira,
da Quinta de Antemil, freguesia de Piães. Foram testemunhas do
sacramento: D. Engrácia Pinto Pereira de Vasconcelos, tia do neófito,
o P.e José Pereira de Carvalho, da Quinta do Outeiro, e o Dr. Cristóvão
Vieira dos Santos Brochado. Casou em São Cristóvão de Nogueira, a
23.05.1802, com D. Maria Rafaela Pereira de Vasconcelos de Melo
e Alvim, sua parente por estes Pereiras, e por Caldeiras, filha de João
Bernardo Pereira de Vasconcelos e de D. Joaquina Felizarda de Melo
e Alvim, sua mulher, Senhores da Quinta e Morgado da Porta; neta
paterna do Capitão Manuel de Melo e Fonseca, Senhor do Morgado
da Porta, Juiz Ordinário e dos Órfãos no concelho de São Cristóvão de
Nogueira, e de D. Antónia Josefa de Lacerda e Vasconcelos, sua mulher,
acima mencionados; neta materna de José Pereira Vieira de Melo, e
de D. Teresa Angélica de Melo, sua mulher, residentes na Quinta da
Bona Vista (sic), freguesia de Santo Ildefonso, Extra-Muros, na cidade
do Porto. Para esse casamento, foi feito dote por D. Rafaela Pereira
de Vasconcelos, tia da noiva, por escritura lavrada a 13.07.1801, na
morada da dotadora e de seu marido, Dr. Cristóvão Vieira dos Santos
Brochado, pelo Tabelião do concelho de São Cristóvão, José Moreira
da Fonseca Chaves 232. Viveram na Quinta da Porta, em São Cristóvão
de Nogueira, com geração. O Dr. Francisco Pinto Brochado morreu
em São Cristóvão de Nogueira, a 19.05.1845, com a extrema-unção,
com testamento de mão comum com a dita sua mulher, e codicilo
“da sua parte”, e foi sepultado na Capela-Mor da Igreja Matriz 233. Sua
mulher havia já falecido, a 23.08.1834, com todos os sacramentos, e
também fora inumada na referida Capela-Mor. 

Fontes: busque no noodle.

outras fontes homonimos (cuidado porque inclusive a Maria Clara também tem homonima nos Açores, só não sei se são familiares de outro ramo da familia, deve ser) ; 

https://archive.org/details/sao-jorge-notary-catalog/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22 

https://archive.org/details/diccionarioaris00unkngoog/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22 

agnifico lhe excede no excellente e no admirável.

Provávelmente um homonimo! Tourada nos Açores:
Eram os cavalleiros, que haviam tornear, já aqui nomeados: o primeiro, João Pereira de Lacerda, sargento-mór da cidade, e o segundo, Francisco Pereira de Lacerda, seu irmão, capitão de infanteria, tão insignes na cavallaria e arte de toirear que podem ser exemplo aos mesmos inventores de tão nobres exercicios ; tão bizarros, tão dextros e tão fortes cavalh iros, que poseram na corrente do Lethes as memorias dos Magriçi s e dos Abranches. 

https://archive.org/details/toiradasemportug00sa/page/112/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22

https://archive.org/details/genealogias-da-ilha-terceira-vol-7-pain-a-ramos-pdf-free/mode/2up?q=%22Jo%C3%A3o+Pereira+de+Lacerda+%22

Pedro Maria de Lacerda, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — † Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890. Bispo da diocese de São Sebastião do RJ. Irmão de Joaquim Maria de Lacerda


 

 

D. Pedro Maria de Lacerda
IX Bispo do Rio de Janeiro
MDCCCLXIX (1869)
MDCCCXC (1890)

Essas datas indicam seu período de serviço episcopal.

Sobre a origem da imagem: parece ser uma fotografia de um quadro pintado, provavelmente localizado em alguma instituição religiosa, museu ou arquivo histórico ligado à Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde costumam manter retratos dos seus antigos bispos.

Você quer que eu procure de onde exatamente veio essa foto?

 

Retrato do Bispo

 

https://estacaocapixaba.com.br/d-pedro-maria-de-lacerda-biobibliografia/
 c/c https://archive.li/NPZO5

 Dom Pedro Maria de Lacerda (1830-1890), o Conde de Santa Fé, foi o Bispo do Rio de Janeiro entre 1869 a 1890.

Filho do Capitão de Mar e Guerra João Maria Pereira de Lacerda e D. Camila Leonor Pontes de Lacerda, cuidaram desde cedo de sua educação que sempre demonstrou interesse a religião e dedicou-se desde a mais tenra infância ao estudo das letras divinas e humanas.

Foi Enviado para o Colégio do Caraça, dirigido pelos Padres da Congregação da Missão de S. Vicente de Paulo, onde entrou na vida sacerdotal. Se doutorou em Sacra Teologia na Universidade do Colégio Romano em 3 de setembro de 1849. Nomeado Bispo do Rio de Janeiro em 1 de fevereiro de 1868, ouvindo o parecer de D. Antônio Ferreira Viçoso, seu professor e conselheiro.

Adepto do Ultramontanismo, tratou de reformar o clero e as ordens regulares, e protegeu de modo particular as congregações religiosas observantes, que nele achavam o melhor dos amigos, como os Padres Salesianos, por ele estabelecidos em Niterói, os Jesuítas e a Ordem de São Vicente de Paulo

Tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, onde teve o ensejo de usar da palavra algumas vezes em defesa dos direitos da Igreja. Fez visita ad limina em 1877, presidindo uma peregrinação brasileira a Lourdes e a Roma. Tinha uma veneração particular por Pio IX, a quem conheceu desde sua primeira viagem à Europa em 1848.

O Bispo era duramente criticado pela impressa, por sua oposição a presença da Maçonaria na Igreja, foi um dos protagonistas da Questão Religiosa ou Questão Maçônica.

Capelão Mor da Casa Imperial, batizou os Príncipes, filhos da Princesa Imperial Isabel e dera a 1ª Comunhão ao Príncipe do Grão Pará, em Petrópolis, em 1888.

Por ocasião da promulgação da lei de 13 de maio desse ano, que extinguira a escravidão no Brasil, fora agraciado pela Redentora com o título de Conde de Santa Fé por seu apoio a causa abolicionista. Participou da grande reunião dos Bispos do Brasil na Casa da Princesa Isabel em Laranjeiras, onde declararam o apoio da Igreja ao Terceiro Reinado.

Durante o auge da campanha abolicionista da década 1880, Dom Pedro de Lacerda exaltava publicamente aqueles que compravam cartas de alforria aos escravos: "Provemos de aplausos a quem da a alforria, nascidos de um coração ansioso de ver a liberdade, refulgir mais e mais entre os homens a sombra da Cruz"

Com a Proclamação da República em 1889, Dom Lacerda teria tentado convencer Deodoro da Fonseca a abandonar a Maçonaria, porém sem sucesso. Faleceu pouco tempo depois em 1890. Fonte:Breve história da Igreja no Brasil - Página 134. / D. Pedro Maria de Lacerda: último bispo do Rio de Janeiro no império

BrazilImperiu/photos/dom-pedro-maria-de-lacerda-1830-1890-o-conde-de-santa-fé-foi-o-bispo-do-rio-de-j/925311386285742/
 

Pedro Maria de Lacerda, primeiro e único Conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo da diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro por mais de vinte anos.

Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo.

Dom Pedro foi confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por (bula) de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo. Foi sagrado na Catedral Basílica de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na catedral em 1 de março de 1869.

Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888.

Era um dos adeptos do ultramontanismo[1].

Foi o último Bispo Capelão Mór, tomou parte no Concílio Vaticano I em Roma, e assistiu à queda do império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889).

Encontra-se sepultado no interior do Palácio da Conceição. 

 Fontes:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Maria_de_Lacerda

https://geneall.net/it/forum/152783/cap-de-mar-e-guerra-joao-maria-pereira-de-lacerda/

https://archive.li/A5c6s 

https://archive.li/yqcps

https://www.blogger.com/blog/post/edit/preview/2440002276847656293/2072540434845636679 



https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/blace.html

 

 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

João Rodrigues Pereira de Almeida . Lisboa, 3 de fevereiro de 1774 — ✞ Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1829

 João Rodrigues Pereira de Almeida (Lisboa, 3 de fevereiro de 1774 — Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1829  Campo de S.Ana, Rio de Janeiro canto da rua dos Ciganos

Fonte:

https://archive.org/details/blu-1963004-abr/page/5/mode/1up 


mencionado em:

https://rosas-dos-ventos.blogspot.com/2025/04/antonio-de-menezes-e-vasconcelos-de.html

 

Ministro Thomáz António. Nascimento: Lisboa, 18 de setembro de 1755 — ✞ Lisboa, 16 de maio de 1839. Fundador do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Colecção Museu Histórico Nacional,  Brasil

 

Museu Histórico Nacional,Brasil  


 

 

Thomáz António   Lisboa, 18 de setembro de 1755 — ✞ Lisboa, 16 de maio de 1839. Fundador do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Thomaz Antonio 


"Meü Pai nào solicitou nenhum emprego para mim. Era amigo intimo do, chanceller-mór Thomaz Antonio de Villa-Nova Portugal e, em consequencia desta amizade, fui eu chamado em principio do anno de 1809 para o gabinete particular do dito chanceller-mór. Este achando-se satisfeito com meu servico, conferio-me em 24 de Julho do mesmo anno um officio de propriedade na sua chancellaria. Algum tempo depois conferio-se me outro, igualmente de propriedade, e tal foi a preponderancia que cheguei a ter naquella Reparticào Publica, que aconteceu miais de uma vez nào despachar ella por nào poder eu, por doente, comparecer."

(https://archive.org/details/pdffile-4_202504/page/n450/mode/1up?q=+Drummond)

https://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf

  sendo ministro

https://archive.org/details/blu-1963004-abr/page/5/mode/1up  ]

https://archive.org/details/blu-1963004-abr/page/5/mode/1up?q=Tomas 

http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/blumenau%20em%20cadernos/blumenaue%20cadernos60.html

mencionado em:

https://rosas-dos-ventos.blogspot.com/2025/04/antonio-de-menezes-e-vasconcelos-de.html 

 

 O ministro Thomaz Antonio de Vila Nova Portugal (1755-1839) foi um jurista e político português, que exerceu diversos cargos na magistratura e na política, tanto em Portugal como no Brasil, durante o período da presença da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro.
Biografia e Carreira:

    Formação e início da carreira:
 Formado em direito pela Universidade de Coimbra, Thomaz Antonio começou a sua carreira na magistratura portuguesa, ocupando cargos como corregedor em Vila Viçosa e desembargador na Casa de Suplicação.

Em Portugal:
Em Portugal, foi também deputado da Junta de Comércio e desembargador do Paço, este último cargo durante o período da presença da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro.
Brasil:
No Brasil, durante o período da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro, Thomaz Antonio exerceu diversos cargos importantes, incluindo o de Ministro da Guerra e da Fazenda.
Primeiro-ministro:
Foi também primeiro-ministro de Portugal, durante um curto período, entre 1817 e 1821.
Posições no Brasil:
Ocupou também o cargo de Secretário de Estado dos Negócios do Reino e, mais tarde, de Presidente do Real Erário, durante a estadia da Corte no Rio de Janeiro.
Oposição à Revolução de 1820:
Thomaz Antonio era um opositor da Revolução Liberal de 1820 em Portugal e defendia a permanência da Corte no Brasil, tendo até sido impedido de voltar a Portugal em 1821 após o retorno de D. João VI.
Autoria e Legado:
Foi autor de importantes trabalhos nas áreas de direito e economia, alguns dos quais foram apresentados na Real Academia das Ciências de Lisboa.

Em resumo: Thomaz Antonio de Vila Nova Portugal foi uma figura importante na história de Portugal e do Brasil, durante o período da presença da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro e nas décadas seguintes, tanto na magistratura como na política, e tendo uma atuação marcante no período da independência do Brasil.

    Portugal, Thomaz Antonio de Villa-Nova
    O Ministro Thomaz Antonio de Villa-Nova Portugal nasceu em 18 de setembro de 1755, na cidade de Tomar, em Portugal. Após formar-se...

Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil
1821 Panfleto “Thomaz, deves apresentar isto a El-Rei”
A fama do ministro, que havia sido um radical opositor da Revolução de 1820 em Portugal e defendia a manutenção da sede da Corte n...
Rio Memórias
DIM-18-1-1821 - Planalto
Thomaz Antonio de Villanova Portugal, do Meu Conselho, Ministro e Secretario de Estado dos Negocios do Reino, que serve de Preside...
Planalto

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 Tomás Antônio de Vilanova Portugal

Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1755. Formou-se em direito pela Universidade de Coimbra e exerceu cargos da magistratura, como corregedor em Vila Viçosa, desembargador na Casa de Suplicação, deputado da Junta de Comércio e desembargador do Paço, este no período em que a corte portuguesa se encontrava no Rio de Janeiro. Homem de confiança de d. João, foi ministro de várias pastas, chegando a acumular, em caráter ordinário e efetivo, as do Reino, Erário Régio e Negócios Estrangeiros e da Guerra, entre 1818 e 1820. Defensor do regime Absolutista, opôs-se a liberais ilustres como o conde de Palmela, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, e promoveu intensa campanha contra as sociedades secretas, em especial a maçonaria, colaborando na edição de atos legais que exigiam autorização do Estado para o funcionamento de congregações e associações de pessoas. Apoiava a ideia de se manter a corte no Rio de Janeiro como forma de preservar as prerrogativas absolutas da coroa em terras brasileiras, livre das ameaças liberais que impregnavam Lisboa. Não teve sucesso em seu intento e voltou com a comitiva de d. João para Portugal em 1821, onde foi proibido de desembarcar pelas Cortes. Autor de importantes trabalhos nas áreas de direito e economia, teve alguns de seus escritos apresentados na Real Academia das Ciências de Lisboa. Fidalgo cavaleiro da Casa Real e detentor dos títulos da Ordem da Torre e Espada e da Ordem de Cristo. Morreu em Lisboa, em 1839.


Bibliografia
LIMA, Oliveira. Dom João VI no Brasil (1808-1821). v. 2. Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Commercio, 1908.

MALERBA, Jurandir. A corte no exílio: civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência (1808 a 1021). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

SERRÃO, Joel. Thomas Antônio Villanova Portugal. In: Dicionário da história de Portugal. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1971.

SILVA, Paulo Napoleão Nogueira da. Crônica de d. João VI. Rio de Janeiro: Ed. Biblioteca do Exército, 2005.

 https://mapa.arquivonacional.gov.br/index.php/assuntos/79-producao/70-biografias/452-tomas-antonio-de-vilanova-portugal

https://acervo.arquivopublico.sc.gov.br/index.php/informationobject/browse?collection=56097&sortDir=desc&subjects=63507&sort=lastUpdated&sf_culture=pt_BR&repos=87980&topLod=0&onlyMedia=1&media=print

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Homonimo

Tomás Pereira de Castro Viana

citado no mesmo documento:

https://archive.org/details/blu-1963004-abr/page/5/mode/1up?q=Tomas

sobre os escravos novos de nação Cabinda, comprados por Tomás Pereira de Castro Viana por ordem real para benefício da princesa D. Maria Teresa em sua real Quinta do Macaco 

https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/402514?locale-attribute=en 

https://pt.scribd.com/document/708143393/Inventario-dos-bens-de-Elias-Antonio-Lopes

 

terça-feira, 22 de abril de 2025

António de Menezes e Vasconcelos de Drummond. nasceu no Rio de Janeiro, a 21 de maio de 1794, ✞ Paris, 1865. Um dos fundadores de Itajaí. AS TERRAS DO LEAL MIRIM

 AS TERRAS DO LEAL MIRIM?

  AS TERRAS DO ITAJAHY MIRIM

António de Menezes Vasconcelos de Drummond


 Fonte:

https://archive.org/details/antonio-de-menezes-vasconcelos-de-drummond

chat gpt não informou a fonte.


Fonte:

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562750/000970221_Anotacoes_A.M.V_Drummond_sua_biografia.pdf

  António de Menezes Santana e Vasconcelos de Drummond.[1] Foi um número quatro envolvido na Independência do Brasil, em conjunto com D. Pedro I do Brasil, a Imperatriz Dona Leopoldina e José Bonifácio de Andrade e Silva.

Conselheiro e ministro plenipotenciário do Brasil na Europa, após a sua independência, coube-lhe o papel de inaugurar as várias embaixadas do Brasil na Europa. Foi também um dos fundadores de Itajaí.[2] Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de maio de 1794 e faleceu em Paris a 15 de Janeiro de 1865. Era filho legítimo do Tenente Coronel António Luiz Ferreira de Menezes e Vasconcellos de Drummond, Vereador do Senado da Câmara, Escrivão da Mesa Grande da Alfandega do Rio de Janeiro, Cavaleiro da Ordem de Cristo e de sua mulher D. Josepha Januária de Sá e Almeida. 12º neto de João Escócio (John Drummond), escocês que se fixou na Ilha da Madeira por volta de 1420, descendente pela linha Drummond de Maurício Drummond, neto do Rei André I da Hungria. Por sua vez, João Escócio (John Drummond), era sobrinho da Rainha Anabela da Escócia, neto do Henry Sinclair, 1º conde de Orkney, 9º barão de Rosslyn, Duque de Oldenburg, *1345 +1400 e de sua mulher Jean Halyburton, sendo esta descendente dos reis da Escócia, neta de Robert Stewart, duque de Albany, Conde de Fife, c. 1340 – 3.9.1420, Regente do Reino, ( 1401 - 1420). Responsável pela construção do Castelo Doune e de sua mulher Margaret Graham, condessa de Menteith, c. 1334 - c. 1380.

Família:

De Dona Luísa Joaquina de Morais teve:

- D. Narcisa de Menezes e Vasconcelos de Drummond *15.5.1831

De N.

- Luís Teles de Drummond, *10.7.1843.

De Dona Maria da Assunção Ribeiro Monteiro teve:

- D. Luiza Augusta Ribeiro Monteiro Drummond *4.12.1843, com descendência na família Drummond Ludovice.

De Dona Maria José Gondim teve:

- D. Amélia Eugénia Vasconcelos Drummond *16.11.1852 Lisboa, Baronesa de Inohan.

- D. Teresa Cristina Vasconcelos Drummond *1856, Baronesa da Estrela. 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Menezes_e_Vasconcelos_de_Drummond.

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(Antônio de Menezes Vasconcelos de) nasceu no Rio
de Janeiro, a 21 de maio de '1794, 

A parte que nos interessa, entretanto , que interessa à história de
Itajaí é a que acima se transcreveu, traduzida, quase que literalmente,
da publicação feita pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro ("Anais",
volume XIII (1855/ 1886), páginas 3 a 5)

 http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/blumenau%20em%20cadernos/1963/BLU1963004_abr.pdf

https://archive.org/details/blu-1963004-abr/page/4/mode/2up 

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Anotacáo 7): *Há aqui muita exageracáào. Alguns trabalhos se fizeram no 
Rio Itajai; mas nem houve tempo nem meios para os levar a cabo. Todavia ali 
se construiu uma sumaca denominada *S. Domingos Lourenco", que foi a primei- 
ra embarcacáo daquele lote que passou a barra do Rio Itajai, carregada de fei- 
jao, milho e taboado, para o Rio de Janeiro. Do Itajai mandei a madeira para a 
obra do museu do Campo de Sant'Ana,
 e mandei de presente, porque era cortada 
e serrada à minha custa. Soube denois que uma parte da madeira que mandei 
para as obras do Museu fóra distraida por Tomás António Pereira de Castro Viana, 
que servia de tesoureiro do mesmo museu, para as obras que monsenhor Miranda 
fazia em 'uma chácara sua. Todos sabem que o museu do Campo de S. Ana prin- 
cipiou em uma casa que o govérno comprou, sendo ministro Tomás António, a 
Joào Rodrigues Pereira de Almeida, no Campo de S.Ana, canto da 
rua dos Ciganos, a qual nào sendo bastante,
 o ministro mandou fazer novas construcóes pelo 
lado do campo de S. Ana em terrenos que para ésse fim comprou, o que tudo jun- 
to forma hoje o museu nacional. Durante a minha estada na provincia de Santa 
Catarina percorri o rio de Sao Francisco do Sul, e no museu nacional devem exis- 
tir algumas pérolas que eu mandei, pescadas naquele rio. Eram pequenas, mas 
de boa qualidade. A provincia de Santa Catarina pela sua posicáo geográfica, pe- 
los seus portos, rios, lagos e matas e pela fertilidade do seu terreno, deve mere- 
cer amplos cuidados do govérno. A enseada das Garoupas é um dos melhores por- 
tos do mundo. A Caixa d'Aco pode conter inümeros navios abrigados de todos 
os ventos. Os catarinetas amam a vida do mar e sào bons marinheiros. Deve-se 
criar ali e fazer prosperar uma boa povoacáo maritima. Para isso é necessário 
proteger a pesca em grande. A pesca é o viveiro de marinheiros e produz muito 
alimento barato. O ministro Tomás António tinha em vista fazer de Santa Cata- 
rina um grande arsenal maritimo. Tinha em vista elevar aquela provincia a um 
grau de grande prosperidade. Santa Catarina é o pósto avancado do Rio de Ja- 
neiro no Rio da Prata. 

Anotacáo 8): *Foi um aviso do almirante Quintela, ministro do reino da re- 
volucáo de 26 de fevereiro de 1821, pelo qual me participava que "tendo a tropa 
reunida pelo siléncio da noite, na praca do Rocio, proclamado a constituicáo que 
se fizesse em Portugal, S.M. havia anuido e nomeado a ele, almirante seu minis- 
tro do reino; que, sendo necessário nas atuais circunstáncias proceder com a mais 

 https://archive.org/stream/blu-1963004-abr/BLU1963004_abr_djvu.txt

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  Rio de Janeiro, Pedro Ludwig

 

A antiga Igreja de Sant'Ana no Rio de Janeiro foi demolida em 1857 para a construção da Estação Central do Brasil. A igreja, que ficava no antigo Campo de Santana (hoje Praça da República), era um local de grande importância religiosa e histórica para a cidade.
Detalhes da Demolição e Reconstrução:

    Demolição:
    A igreja foi demolida em 1857 para dar lugar à construção da Estação Central da estrada de ferro.

Reconstrução:
Após a demolição, a igreja foi reconstruída em um local próximo, na rua das Flores, que posteriormente passou a ser denominada Santana.
Local Atual:
A Igreja de Sant'Ana que se vê atualmente é um edifício distinto do antigo, com um novo projeto de 1939, de Ângelo Alberto Murgel.
Significado:
O local onde a igreja original existia, o Campo de Santana, é um espaço histórico importante, lembrando a devoção à Santa e o papel da igreja na vida da cidade.

A Igreja de Sant'Ana é um exemplo de como a história da cidade do Rio de Janeiro se manifesta em seus espaços, com a presença de um local sagrado, que foi palco de diversas transformações e que continua a ser um ponto de referência.

 esqueci de anotar a fonte

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monsenhor_Miranda 

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Campo de Santana, em aquarela de Ender, onde se localizava o quartel-general que abrigou a primeira sede do Conselho Supremo Militar e de Justiça, séc. XIX
Campo de Santana, em aquarela de Ender, onde se localizava o quartel-general que abrigou a primeira sede do Conselho Supremo Militar e de Justiça, séc. XIX
Fonte indicada não encontrada:
Akademie der Bildenden Künste Wien
https://www.akbild.ac.at/de/search?collectionfilter=1&SearchableText=%22Thomas%20Ender%20%22&fc3dbb11463149f1aadf1f9dd39ca127-b_start:int=0
 

 Criado pelo alvará de 1º de abril de 1808, por ocasião da transferência da corte portuguesa para o Brasil, o Conselho Supremo Militar e de Justiça respondia pelos assuntos que em Lisboa se expediam pelos conselhos de Guerra (1640), do Almirantado (1795) e do Ultramar (1642). O órgão tinha por atribuição julgar em última instância os processos criminais dos réus sujeitos ao foro militar, provenientes dos conselhos de guerra existentes nos corpos militares, que funcionavam como tribunais de primeira instância. O conselho exercia ainda funções administrativas como a expedição de cartas-patentes, promoções, soldos, reformas, nomeações, lavratura de patentes e uso de insígnias (CABRAL, 2011).

O tribunal era composto por dois conselhos relativamente independentes: o Conselho Supremo Militar, que tratava dos assuntos administrativos, e o Conselho de Justiça, responsável pelo julgamento dos processos criminais militares. Regulados por legislação e sessões distintas, esses conselhos despachavam em conjunto apenas extraordinariamente, quando requerido. Ao longo do período joanino, o Conselho Supremo Militar e de Justiça não sofreu alterações significativas, sendo mantido no mesmo formato institucional da justiça militar em Portugal.

Com a Independência (1822) foi necessária a adequação do aparato administrativo e do ordenamento jurídico, processo que integrou a construção do Estado brasileiro, que procurou harmonizar os princípios definidos pelo constitucionalismo e a divisão de poderes do Estado. O contorno político-jurídico do Estado foi estabelecido pela Constituição de 1824, que legislou sobre o que constituía matéria constitucional, como os poderes do Estado, direitos e garantias individuais. Ao tratar do Poder Judiciário e seu funcionamento, a Constituição previu a criação de tribunais nas províncias e a instalação, no Rio de Janeiro, do Supremo Tribunal de Justiça.

No entanto, o Conselho Supremo Militar e de Justiça não foi mencionado na Carta Constitucional, nem prevista sua inclusão na estrutura do Poder Judiciário, mantendo as funções e estrutura que então vigoravam. É importante observar que o Conselho Supremo Militar e de Justiça e a justiça militar estiveram no centro do debate parlamentar em diferentes momentos, que os identificavam com o legado do Antigo Regime e da administração lusitana no Brasil. A proposta de reforma da justiça militar foi encampada por setores liberais, que advogaram pela extinção do Conselho Supremo Militar, cujas funções passariam a ser desempenhadas pelas juntas de justiça militar, existentes no Pará e no Maranhão, mas que seriam expandidas às outras províncias do Império (BARRETO, 2012, p. 65). Em 1831 foi apresentado um projeto de extinção do tribunal, logo após a abdicação de d. Pedro I, mas o avanço conservador acabou por sepultar essa proposta. Ainda assim, de 1839 a 1889 foram criadas pelo menos quatro comissões parlamentares com o objetivo de elaborar um Código Penal Militar e um Código de Processo Militar, que jamais foram aprovados (SOUZA, 2012; 2014, p. 318-319).

Em termos de organização, o órgão se manteve durante o Império composto por uma secretaria, responsável por todo seu expediente e os conselhos Militar e de Justiça. O Conselho Supremo Militar se constituía por oficiais-generais do Exército e Armada que já fossem conselheiros de Guerra e do Almirantado e outros oficiais de uma ou de outra arma, que seriam vogais do conselho. O Conselho de Justiça era integrado por conselheiros de Guerra e do Almirantado, vogais e três ministros togados, dos quais um deveria ser o relator e os outros dois adjuntos.

Representante dos grandes tribunais do Antigo Regime, o Conselho Supremo Militar e de Justiça manteve sua singularidade de acumular funções judiciais e administrativas, bem como permanecer integrado à estrutura do Poder Executivo. A aprovação do Código Penal e do Código de Processo Militar somente foi alcançada após a Proclamação da República. A Constituição de 1891 previu o Supremo Tribunal Militar como foro especial para julgamento dos delitos militares, com sede no Rio de Janeiro, composto por membros vitalícios.

 

Dilma Cabral

 

Fontes e bibliografia

BRASIL. Decreto de 22 de janeiro de 1820. Cria no Conselho Supremo Militar uma Comissão de Inspeção das Praças e Fortalezas de Guerra. Coleção das leis do Brasil, Rio de Janeiro, p. 15-17, 1889.

BRASIL. Decreto de 5 de junho de 1821. Suspende o exercício da Comissão da Inspeção das Praças e Fortalezas de Guerra. Coleção das leis do Brasil, Rio de Janeiro, parte 2, p. 94, 1889.

LEMOS, Renato Luís do Couto Neto e. A Justiça Militar e a implantação da ordem republicana no Brasil. Topoi, v. 13, n. 24, jan.-jun. 2012, p. 60-72. Disponível em: <https://goo.gl/UxGhNU>. Acesso em: 21 maio 2018.

SOUZA, Adriana Barreto de. Conselho Supremo Militar e de Justiça e a interiorização de uma cultura jurídica de Antigo Regime no Rio de Janeiro (1808-1831). Antíteses, v. 7, n. 14, p. 301-323, jul.-dez. 2014.

___. Um edifício gótico entre instituições modernas: o debate parlamentar sobre o Conselho Supremo Militar e de Justiça (1822-1860). ACERVO, RIO DE JANEIRO, v. 25, n. 2, p. 59-77, jul./dez. 2012.

SOUZA, Adriana Barreto; SILVA, Angela Moreira Domingues da. A organização da justiça militar no Brasil: Império e República. Estud. hist. (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 29, n. 58, p. 361-380, ago. 2016. Disponível em: < https://goo.gl/HWxp6K>. Acesso em: 18 abr. 2018.

 

Documentos sobre o órgão podem ser encontrados nos seguintes fundos do Arquivo Nacional       

BR RJANRIO 1X Conselho Supremo Militar e de Justiça      

BR RJANRIO 22 Decretos do Executivo - Período Imperial 

BR RJANRIO 23 Decretos do Executivo - Período Republicano       

BR RJANRIO OI Diversos GIFI - Caixas e Códices:            

BR RJANRIO 53 Ministério do Império        

BR RJANRIO R0 Salgado Filho

BR RJANRIO DA Série Guerra - Gabinete do Ministro (IG1)           

BR RJANRIO AG Série Justiça - Chancelaria, Comutação de Penas e Graças (IJ3) 

BR RJANRIO AV Série Marinha - Contadoria (IM) 

BR RJANRIO B2 Série Marinha - Ministro - Secretaria de Estado (X M)     

BR RJANRIO BW Supremo Tribunal Militar

 

Referência da imagem
Júlio Bandeira; Robert Wagner. Viagem ao Brasil nas aquarelas de Thomas Ender: 1817-1818. Petrópolis: Kappa Editorial. ACG01828

 

Este verbete refere-se apenas à trajetória do órgão no período imperial. Para informações entre 1808-1822 e 1889-1930, consulte os verbetes Conselho Supremo Militar e de Justiça e Conselho Supremo Militar e de Justiça


fontes:

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Thomas_Ender_Campo_de_Santana.jpg 

https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/65-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-imperial/301-conselho-supremo-militar-e-de-justica-1822-1889

https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/15-dicionario/65-dicionario-da-administracao-publica-brasileira-do-periodo-imperial/301-conselho-supremo-militar-e-de-justica-1822-1889?highlight=WyJjb25zZWxobyIsInN1cHJlbW8iXQ==

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Fonte: 

 https://archive.org/details/pdffile-4_202504/page/n451/mode/1up




 

 

 

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Pedro Subercaseaux Pedro León Maximiliano María Subercaseaux Errázuriz Roma, 10 de dezembro de 1880 — ✞ Santiago, 3 de janeiro de 1956

 


pinturas históricas de  Pedro Subercaseaux

https://rosas-dos-ventos.blogspot.com/2025/04/bernardo-ohiggins-chillan-20-de-agosto.html

 

Pedro León Maximiliano María Subercaseaux Errázuriz Roma, 10 de dezembro de 1880 — Santiago, 3 de janeiro de 1956 foi um pintor chileno, célebre por sua série de pinturas históricas, representando episódios da história do Chile  

El Mercurio (Diario : Santiago, Chile)


Homenaje a Pedro Subercaseaux
El Mercurio (Diario : Santiago, Chile)



  • Tipo de Documento Libro
  • Matéria Subercaseaux, Pedro (1880-)
    Autores chilenos
https://www.iberoamericadigital.net/BDPI/Search.do

https://www.bibliotecanacionaldigital.gob.cl/visor/BND:265012
 

Alan Mathison Turing Londres, 23 de junho de 1912 – ✞ Wilmslow, Cheshire, 7 de junho de 1954

 Alan Mathison Turing (Londres, 23 de junho de 1912 – Wilmslow, Cheshire, 7 de junho de 1954) foi um matemático,[1] cientista da computação, lógico, criptoanalista, filósofo e biólogo teórico britânico. Turing foi altamente influente no desenvolvimento da moderna ciência da computação teórica, proporcionando uma formalização dos conceitos de algoritmo e computação com a máquina de Turing, que pode ser considerada um modelo de um computador de uso geral.[2][3][4] Ele é amplamente considerado o pai da ciência da computação teórica e da inteligência artificial.[5] Apesar dessas realizações ele nunca foi totalmente reconhecido em seu país de origem durante sua vida por ser homossexual e porque grande parte de seu trabalho foi coberto pela Lei de Segredos Oficiais. 

 

Turing foi processado judicialmente em 1952 por atos homossexuais: a Emenda Labouchere de 1885 determinara que "indecência grosseira" era uma ofensa criminal no Reino Unido. Ele aceitou o tratamento de castração química, com dietilestilbestrol, como alternativa à prisão. Turing morreu em 1954, 16 dias antes de seu 42º aniversário, por envenenamento por cianeto. Um inquérito determinou sua morte como suicídio, mas se observou que a evidência conhecida também é consistente com envenenamento acidental. Em 2009, após uma campanha na Internet, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown fez um pedido de desculpas público e oficial a Turing em nome do governo britânico pela "maneira terrível como foi tratado". A rainha Elizabeth II concedeu a Turing um perdão póstumo em 2013. A "lei Alan Turing" é agora um termo informal para uma lei britânica de 2017 que retroativamente perdoou homens advertidos ou condenados sob a legislação histórica que proibia atos homossexuais.[9]

https://www.youtube.com/watch?v=4W-9xd0mac8

Venezia Trattato nuovo delle cose maravigliose dell'alma città di Roma. Spanish/ tÁ CERTO O NOME DO ARQUIVISTA = gUERRA DIGITAL, RS Será que o sobrenome dele é Guerra?

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