quarta-feira, 29 de abril de 2026

D. Vetaça, princesa bizantina. D. Vataça Láscaris (c. 1270–1336), também conhecida como Vatatza Laskarina ou Betaça de Grécia

 

 

https://www.uc.pt/person/universcidade/univercidade/urbanidade/alta/se-velha/

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Vata%C3%A7a_L%C3%A1scaris#:~:text=Vata%C3%A7a%20L%C3%A1scaris%2C%20ou%20Vatatza%20Laskarina%2C%20ou%20Beta%C3%A7a,e%20o%20rei%20D.%20Dinis%20de%20Portugal.

https://archive.li/M3DHT 

https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/8411823.pdf 

https://www.geni.com/people/Vata%C3%A7a-L%C3%A1scaris/6000000003388813583#/tab/media 

IA 

D. Vetaça, princesa bizantina.

 

D. Vataça Láscaris (c. 1270–1336), também conhecida como Vatatza Laskarina ou Betaça de Grécia, foi uma aristocrata italiana de origem bizantina que desempenhou um papel notável na corte portuguesa, sendo uma figura de grande confiança da Rainha Santa Isabel.
Principais aspetos sobre D. Vataça:
  • Origem Imperial: Nascida na Itália, era filha da princesa bizantina Eudoxia Laskarina (do Império de Niceia) e de Guilherme Pedro, Conde de Ventimiglia. Pela linha materna, descendia da dinastia Lascaris Vatatzes, que governou o Império de Niceia após a conquista de Constantinopla na Quarta Cruzada.
  • Vinda para Portugal: Acompanhou D. Isabel de Aragão quando esta viajou para Portugal para se casar com o rei D. Dinis (casamento realizado em 1282). Vataça era prima de D. Isabel e tornou-se sua dama de companhia e confidente.
  • Papel na Corte: Ficou conhecida pela sua inteligência e talento diplomático, agindo como conselheira e influente agente política, adquirindo castelos e recebendo mercês reais.
  • Falecimento e Túmulo: Morreu em abril de 1336, no mesmo ano que a Rainha Santa Isabel. O seu túmulo, notável pela sua arte, localiza-se na Sé Velha de Coimbra.
O seu papel foi fundamental na ligação entre a aristocracia bizantina e a corte portuguesa do início do século XIV.
 
 
Vataça Láscaris, ou Vatatza Laskarina, ou Betaça de Láscaris ou ainda de Ventimiglia (Ventimiglia, c. 1270
– Coimbra, 1336) foi uma dama italiana de origem bizantina da família real do Império de Niceia que
acompanhou na corte portuguesa a rainha Isabel de Aragão e o rei D. Dinis de Portugal.
Filha da princesa bizantina Eudóxia Lascarina, que se refugiara na corte de Aragão após a usurpação do trono
de Niceia em 1261, Vataça Láscaris veio para Portugal como aia, amiga e parente afastada de Santa Isabel de
Aragão, Rainha de Portugal, ambas descendentes por via materna do rei André II da Hungria, pai de Santa
Isabel da Hungria. Foi tutora da sua filha Constança de Portugal, Rainha de Castela, que acompanhou aquando
do seu casamento com o rei de Castela, tornando-se por sua vez protectora do primogénito Afonso XI de Castela. De regresso a Portugal, foi agraciada com a comenda de Santiago do Cacém, tendo deixado obras e relíquias valiosas no país.
Nos anos de 1288 e 1314 foram doadas terras pela Ordem de Santiago a D. Betaça de Láscaris, neta de
Teodoro II Láscaris, Imperador de Niceia e aia da Rainha D. Isabel de Aragão, tendo pela última doação
sido feita Comendadeira e Senhora de Panoias (Ourique).
Vataça era filha da princesa real Eudóxia Lascarina (1254-1311) do império de Niceia e de Guilherme
Pedro, 1º conde de Vintimiglia & Tende (~1230-1282). Era portanto neta, por via materna, do imperador
Teodoro II Láscaris de Niceia,[1] "Império" criado para estabelecer uma resistência face aos latinos que
haviam conquistado Constantinopla na sequência da Quarta Cruzada em 1204.
O filho deste, João IV Láscaris (portanto tio de Vataça), foi afastado aos 11 anos por Miguel VIII
Paleólogo, após a reconquista de Constantinopla. Miguel, após assumir a regência proclamou-se
imperador, cegando e desterrando o jovem herdeiro e casando as princesas com estrangeiros, para as
afastar do império. E é desta forma que a mãe de Vataça, ainda muito jovem, acaba casada em 1261/63,
em Constantinopla, com Guilherme Pedro, conde de Ventimiglia (na região dos Alpes Marítimos, que
desde então passou a ostentar as armas imperiais) após o que seguiu para a Ligúria. Na mesma altura,
Biografia
Antecedentes familiares e primeiros anos
partiu também de Niceia a imperatriz viúva Ana de Hohenstaufen, madrasta de Teodoro II e viúva do
bisavô de Vataça, João III Ducas Vatatzes, regressando a casa, na Sicília, onde governava o seu irmão
Manfredo da Sicília.
Em 1266, a morte de Manfredo e a tomada da Sicília por Carlos de Anjou pôs fim ao domínio da Casa
Imperial Germânica no sul italiano, e falecia na mesma altura também o pai de Vataça, o conde de
Ventimiglia. Nesta altura a família é separada: os irmãos de Vataça ficaram em Itália, uma vez que se
foram sucedendo na herança do pai, João e Jaime, como condes, e um terceiro, Otão, chegou a bispo.
A recém viúva Eudóxia refugiou-se com a imperatriz viúva Ana e as filhas na corte de Jaime I de Aragão
(neto da também bizantina Eudóxia Comnena), junto da rainha e sua sobrinha Constança de
Hohenstaufen, última da sua linhagem, esposa de Pedro III de Aragão e mãe de Isabel, futura rainha de
Portugal e dos reis Afonso III e Jaime II de Aragão. Nesta corte Vataça cresceu num ambiente protegido,
junto da sua mãe e irmãs, atendendo ao poder que representavam numa Europa do sul em que as
potências aragonesa, siciliana e bizantina criavam alianças entre si que fizeram da princesa Isabel não só
sua prima em sétimo grau, mas também amiga próxima que partilhava os seus interesses.
O número de irmãs de Vataça varia: sabe-se que teve pelo menos uma, Beatriz[1], embora outras fontes
lhe apontem mais irmãs, segundo as quais Beatriz não se teria casado com Arnaldo Rogério de Pallars[1],
mas sim com Guilherme de Montcada, senhor de Fraga[2]. A esposa de Arnaldo seria uma outra irmã,
Lucrécia[3]. Vataça teria tido outra irmã, Violante, que teria casado com Ximeno Cornel e mais tarde com
Guilherme de Ribagorça.[4][5][6][7][8]
Dinis, Rei de Portugal, terá concretizado uma aliança com Aragão, casando-se a infanta Isabel, com 12
anos, com o rei português, de 20, em 1282, por procuração, em Barcelona. Vataça acompanha depois o
séquito de Isabel até Portugal, onde chega em 1288. Aia e amiga da futura Rainha, foi encarregue da
educação dos seus filhos, Constança e Afonso.
Vataça casou em primeiras núpcias, em 1285 ou 1288, com um aristocrata português, Martim Anes de
Soverosa, cognominado O Tio, e o último da sua linhagem. Seria vários anos mais velho que Vataça, uma
vez que Martim casa tarde[9]. O casamento duraria dez anos e não se produziria qualquer descendência,
falecendo Martim a 25 de agosto de 1295[9]. A falta de descendência seria atribuída à idade já avançada e
a provável esterilidade do marido, a quem alcunhariam de peco nos Livros de Linhagens.
Vataça fez as partilhas com a mãe deste, e deixou dez libras por missa em sua alma na Sé de Coimbra[9].
Casaria no ano seguinte com Pedro Jordán de Urríes, Senhor de Loarre (m. 1350), que se distinguiu ao
serviço da Coroa de Aragão na Sicília, prestando auxílio a Afonso III de Aragão.
Em 1302 acompanhou a infanta D. Constança quando esta foi desposada pelo rei Fernando IV de Castela,
para selar o Tratado de Alcanizes. Ali permaneceu até à morte de Constança, que deixou o filho Afonso
XI de Castela entregue à sua guarda quando viajou a Ávila, onde as Cortes iriam tomar a decisão sobre a
tutoria do novo rei, então menor de idade. A rainha faleceu na viagem e Vataça regressou a Portugal.
A vinda para Portugal
A estadia em Castela
Mestre Pero, Túmulo de Vataça Láscaris,
1336, Sé Velha de Coimbra, rodeado de águias bicéfalas, símbolo da nobreza bizantina
Aquando do seu regresso a Portugal, Vataça manteve-se ao serviço de Isabel e como aia do infante
Afonso, sendo ainda Senhora de Santiago do Cacém e Sines. Por doação do rei D. Dinis, os domínios
nesta vila de Santiago do Cacém (e respetivo castelo) e ainda Panoias pertenceram a D. Vataça de
1310/15 até à sua morte.
Em 1317, Vataça estabeleceu uma pequena corte senhorial nos seus Paços em S. Romão de Panoias, que
lhe fora doado pelo rei D. Dinis, dedicando-se a administrar e valorizar os seus avultados bens e
propriedades. Aí terá vivido até 1325 ou 1332, altura em que seguiu a rainha Isabel quando esta se
estabeleceu em Coimbra.
O filho de Vataça, Pedro Jordán de Urríes y Láscaris di Ventimiglia, Senhor de Loarre e Alquézar, foi
tenente e general em 1356 e ainda conselheiro da Coroa de Aragão, chegando a comprar a Pedro IV de
Aragão a vila de Alquézar por 5000 escudos. Fundou uma capela dedicada a Santo António, atualmente a
São Cosme e São Damião, em Huesca, estabelecendo também aí uma confraria. Pedro casaria com Toda
Martínez de Riglos e teve descendência.
Vataça Láscaris faleceu em 1336 e foi sepultada na Sé Velha de Coimbra, num túmulo ladeado com as armas
dos Láscaris, as águias bicéfalas.
O túmulo de D. Vataça localiza-se na Sé Velha de Coimbra, ao fundo do templo, à esquerda. Constitui-se
numa imponente arca tumular, tradicionalmente visitada pelas noivas que se casam nessa Sé, e que aí
costumam deixar os seus buquês de flores. Trabalho escultórico atribuído à oficina de Mestre Pero[10], é
rodeado por águias bicéfalas, armas da Dinastia Láscaris e, desde então, do Império Bizantino. A Igreja
Matriz de São Tiago Maior de Santiago do Cacém está geminada com a Sé Velha de Coimbra desde 2003,
em memória sobretudo da amizade que ligava D. Vataça à Rainha D. Isabel de Aragão.
Uma peça única de ourivesaria com mais de oitocentos anos, a célebre cabeça-relicário de S. Fabião. É
uma cabeça em tamanho natural, em prata, contendo no seu interior um crânio humano que se “diz” ser
do papa e mártir do Cristianismo, São Fabião. Reza a história que esta relíquia veio para Portugal no
século XIII, pela mão da princesa D. Vataça Láscaris. A peça pode ser apreciada na exposição do Tesouro
da Basílica Real de Castro Verde.
O regresso a Portugal
Morte e posteridade
O túmulo
Património material
Relicários
Cabeça-relicário de
São Fabião.
Um outro relicário provavelmente pertencente a Vataça foi o de Santo Lenho que, segundo a tradição, foi trazido de Niceia e oferecido pela princesa bizantina, relíquia cuja devoção originou depois a Confraria do Santo Lenho.
Na Igreja Matriz de São Tiago Maior em Santiago do Cacém, cujas obras terão sido patrocinadas por Vataça, destaca-se o baixo-relevo em pedra oferecido pela Rainha Santa, atribuído ao escultor Telo Garcia. Em estilo
gótico, o retábulo representa Santiago combatendo os Mouros e é considerado uma obra-prima da escultura do tempo de D. Dinis.
Conta a lenda que um certo dia, veio do Mediterrâneo Oriental uma esquadra comandada por uma
princesa bizantina que desembarcou em Sines e tomou o castelo ao mouro Cassem. Como tomou o
castelo no dia de Santiago pôs-lhe o nome de Santiago de Cassem.
À vinda para Portugal, o barco de D. Vataça enfrentou uma violenta tempestade. Em desespero, Vataça
prometeu construir uma capela no primeiro porto que encontrassem e que o castelo mais próximo ficaria
com a relíquia do Santo Lenho que trazia consigo. D. Vataça salvou-se e a promessa foi cumprida: em
Sines foi erguida a primitiva Ermida de Nossa Senhora das Salas; o castelo de Santiago do Cacém, cujo
domínio viria a ter, ficou com o fragmento da Cruz de Cristo. 
 
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imagem
 
 
A Sé Velha de Coimbra, ou Catedral de Santa
Maria de Coimbra como é formalmente designada,
localiza-se na freguesia de Almedina, na cidade de
Coimbra, em Portugal.[1]
Constitui um dos edifícios em estilo românico mais
importantes do país. A sua construção começou em
algum momento depois da Batalha de Ourique (1139),
quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e
escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está
sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.
A par com a Sé Nova de Coimbra, constitui a sede da
Diocese de Coimbra.
A Sé Velha de Coimbra encontra-se classificada como
Monumento Nacional desde 1910

https://www.digitale-sammlungen.de/en/view/bsb10916199?q=%28illuminated+manuscripts+The+Battle+of+Aljubarrota%29&page=7


https://www.digitale-sammlungen.de/en/details/bsb10916199
https://archive.li/qjrKj
THE TOURIST IN PORTUGAL, BY W.H. HARRISON AUTHOR OF TALES OF A PHYSICIAN
ILLUSTRED FROM PAINTINGS BY JAMES HOLLAND 

(??? parente de Oscar Wilde?)

James Holland (18 October 1799 – 12 February 1870)[1] was an English painter of flowers, landscapes, architecture, marine subjects, and a book illustrator. He worked in both oils and watercolours and was a member of the Royal Watercolour Society.[2]
Life and work

Holland was born in Burslem, Staffordshire, where his grandfather, Thomas Holland, produced pottery. James was employed in Longport at the pottery works of William Davenport, from the age of 12, for 7 years, painting flowers on pottery and porcelain. In 1819, he came to London where he continued to work as a pottery painter, but also gave lessons in drawing landscapes, architecture, and marine subjects.

He first exhibited at the Royal Academy in 1824 and in 1830 visited France and made studies of its architecture. In 1823, he exhibited a picture of 'London from Blackheath'. In 1835, he became an associate exhibitor of The Society of Painters in Water-colours, but he left the society in 1843, and joined the Society of British Artists, of which he remained a member until 1848. He rejoined the Watercolour Society in 1856, and was elected a full member two years later.

Holland did a great deal of drawing for the illustrated annuals of the day, and for this purpose visited Venice, Milan, Geneva, and Paris in 1836, and Portugal in 1837. His paintings of Portugal were published in the book, "The Tourist in Portugal".[3] In 1839 he exhibited a painting of Lisbon at the Royal Academy. In 1845 he went to Rotterdam, Portugal again in 1847, in 1850 to Normandy and North Wales, in 1851 again to Geneva, and in 1857 again to Venice.

In the course of his life he exhibited, in addition to his contributions to the Watercolour Society, 32 pictures at the Royal Academy, 91 at the British Institution, and 108 at the Society of British Artists. Though generally classed as a water-colour painter, he was equally skilful in oils. He was one of the finest colourists of the English school, and his pictures, especially those of Venice, though neglected in his lifetime, became much sought after in the years after his death. He appears to have ceased exhibiting in 1857. He died on 12 February 1870 and was buried on the western side of Highgate Cemetery.

One of Holland's pupils was topographical artist Frank Dillon (1823–1909), known especially for his paintings of England.

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 Francisca Leopoldina Xavier de Azambuja (his mother) → Sebastião Xavier de Azambuja (her father) → Juliana Thomázia Barbosa de Menezes (his mother) → Gertrudes Barbosa de Menezes (her mother) → Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos (her father) → Antonia Coelha Moniz de Vasconcellos (his mother) → Isabel Moniz de Menezes (her mother) → Capitão Mor Jerónimo de Ornelas de Abreu, neto (her father) → Luisa de Ornelas, (Luzia) (his mother) → Jerónimo de Ornelas de Abreu (her father) → Alvaro de Ornelas Saavedra (his father) → D. Elvira Fernandes Saavedra (his mother) → Maria de Ayala Sarmiento (her mother) → D. María Sarmiento, señora de Salinillas (her mother) → Diego Gómez Sarmiento, mariscal de Castilla (her father) → Diego Pérez Sarmiento de Villamayor y Haro, adelantado mayor de Castilla (his father) → Diego Fernández Sarmiento de Villamayor (his father) → Pedro Fernández de Villamayor (his father) → Teresa de Castilla (his mother) → Katharina Komnene Dukaina (her mother) → Maria Laskarina (her mother)
→ Princess of Nicaea Eudoxia Laskarina (her sister) → Vataça Láscaris (her daughter)

D. Vetaça, princesa bizantina. D. Vataça Láscaris (c. 1270–1336), também conhecida como Vatatza Laskarina ou Betaça de Grécia

    https://www.uc.pt/person/universcidade/univercidade/urbanidade/alta/se-velha/  https://pt.wikipedia.org/wiki/Vata%C3%A7a_L%C3%A1scaris#:...